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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Estudar fora do país

Embora nesse momento eu só consiga pensar que ficarei feliz se conseguir terminar o mestrado aqui no Brasil mesmo, uma coisa que sempre esteve nos meus planos foi um dia estudar fora do país. Quando eu era adolescente sonhava em fazer o ensino médio na Inglaterra, obviamente, porque eu era Beatlemaníaca. Depois, durante a faculdade sonhava em ir pros EUA, para um curso prático nas redações, ou para Paris fazer um mestrado teórico como alguns dos meus professores da UERJ haviam feito. Aliás, até hoje ouvir "Sorbonne" me faz suspirar (e quando fui a Paris ficamos hospedados na rua da universidade, uma delícia).


Desde que migrei para a área de RI meus desejos se dividem entre Inglaterra e EUA, embora na Dinamarca haja um curso bastante interessante para minha área de estudos. Como fazer o mestrado fora não seria possível agora, já que eu queria ficar junto com o marido no nosso primeiro ano de casados, fiz o concurso aqui pra UFF, onde estou estudando, e me inscrevi para um curso de verão na Holanda, mas não consegui a bolsa (só a vaga) e faltou orçamento pra empreitada.


Então, embora não tenha nada decidido ou planejado, fazer o doutorado fora do país ainda é uma possibilidade (na esfera dos sonhos né, possibilidade real depende de um bom projeto de tese, ai que meda). Tudo vai depender do meu desempenho no mestrado, achar um momento que coincida com o planejamento do marido, etc. Por enquanto nossos únicos preparativos são os estudos de línguas. Rômulo já está estudando inglês há um tempinho e eu voltei há dois meses a ter aulas para atualizar meu certificado de proficiência e quero voltar para o francês ano que vem. De resto, só continuamos pesquisando.


E foi nessas pesquisas que achei dois posts excelentes que indico a vocês. O primeiro é do conhecidíssimo blog Conexão Paris. A Lina postou o relato de uma jovem que foi fazer mestrado em Paris e achei interessante o que ela conta sobre os custos e estratégias da vida de estudante por lá. Está aqui


O segundo post é da Helen, que acabou de se casar numa festa incrível aqui no Rio, e faz doutorado em Washington. A Helen fez um post muito útil sobre o funcionamento do doutorado nos EUA. Está aqui.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Filhos: quero ser assim

Semana passada assisti a esse vídeo na TV Uol (quem indicou foi o @viagemcompimpolhos) e fiquei encantada. Ele mostra uma família que viaja junta, com três crianças pequenas. E não é só viagem para resort com infra não, viu? Eles viajam para lugares diferentes, em carro, motorhome e até acampando. O pai fala coisas muito importantes pra quem planeja viajar com crianças: não tenha pressa! E achei muito interessante também a mãe preparar as crianças com leituras de e sobre os locais que elas irão visitar. Assistam aí:



Eu super quero ser assim quando tiver filhos. Aliás, eu tenho várias idéias sobre ter filhos e fico feliz quando encontro gente que pensa - e vive - como eu desejo. Sempre achei meio doido essa idéia de que filho atrapalha isso, atrapalha aquilo. É óbvio que tem coisas que só devem ser feitas enquanto não temos filhos. Tipo? Ser irresponsável, egoísta, afobado, impulsivo. Enquanto a gente não tem ninguém que dependa da gente, dá para ser assim, né?


Acho que não tem nada a ver ter filho com manter casamento, digo relação marido e mulher, investir na carreira, viajar. Acho que atrapalha, sim, se você antes de ter filhos não tiver pensado em como vai fazer tudo que quer quando tiver filhos. Planejamento é a chave. "Ah, Jackie, mas com dinheiro é fácil, sem dinheiro é complicado". Sim, é mais fácil se você tiver orçamento para tudo que filho precisa. Mas eu acho que isso tem ser pensado antes de o filho, né? É preciso planejar.


Pode ser que eu quebre a cara, mas acho que as coisas planejadas são possíveis. Há 3 anos eu jamais ia olhar uma festa de casamento na CST e pensar: dá para eu casar assim. Ou há 10 anos eu jamais ia acha possível concluir uma faculdade numa universidade pública, ou  MBA morando no Rio (o Rioooo, aquela grande cidade da TV). Mas me planejando a longo prazo, deu. Por isso, eu já planejo meus filhos. Sim, não vamos tê-los agora, mas isso não significa que não estejamos trabalhando no planejamento para tê-los. Já estou fazendo um montão de coisas pensando neles, mesmo que eles só sejam esperados depois de 2014. E espero que quando tivermos uma família beeeeem grandona sejamos assim, uma família viajante.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Dando prosseguimento...

Dando prosseguimento ao pensamento que comecei no post Dulce e Guilherme, hoje posto um texto que fica ali na página Jackie & Rômulo, e que já  foi um post um dia, o Yes we can. Tudo isso é uma introdução para um desabafo, que ainda virá.

Yes, we can

Quando Rômulo e eu começamos a planejar o casamento, sonhamos alto. Idealizamos o nosso dia e corremos atrás exatamente do que queríamos. Em nenhum momento colocamos o dinheiro (a falta dele, na verdade) em primeiro plano. Nós sonhamos de um jeito e depois corremos atrás do sonho.


É claro que ao longo do casamento vamos abrir mão de algumas coisas que gostaríamos de ter por não caber em nosso orçamento. Mas é diferente. Isso serão detalhes. O nosso sonho de casamento continua sendo o mesmo. O principal ingrediete deste sonho alto é o local onde nossa festa acontecerá. Não é um local barato. Mas foi por onde nos apaixonamos. Não escolhemos por ser um local caro, mas porque sentimos nosso coração bater por ali. O Copacabana Palace e a Casa das Canoas são mais caros, por exemplo. Mas mesmo se fossem mais baratos, não seriam a nossa escolha.


Mas bem, toda essa introdução é para falar de um assunto que às vezes incomoda. Já ouvimos pessoas falando com désdem de nossa festa "nossa, tá podendo, hein". E para elas, respondemos: sim, nós podemos.


Rômulo e eu temos certeza que podemos nos casar como sempre sonhamos por muitos motivos. Porque somos unidos, esforçados, talentosos, inteligentes e sonhadores. Porque em nenhuma circunstância deixamos de sonhar alto em nossas vidas. E chegamos lá. Somos, os dois, filhos de pais pobres, um sem nem o primário, outro formado na faculdade já com os filhos grandes. Estudamos em colégios públicos, ele por sorte no Pedro II, eu por insistência por uma vaga no Rui Barbosa. Trabalhamos desde os 15 anos, primeiro atrás de balcão (eu de papelaria, ele de padaria). Já precisamos de bolsas para conseguir levar nossos estudos adiante (ele no PH, eu no CCAA).


Naquela época, quem diria que entraríamos nas melhores faculdades do país? Um filho de administrador do Méier na Medicina da UFRJ e uma mineira filha de retirante nordestino no Jornalismo da Uerj. Nossos pais nos disseram. Nós acreditamos. E nós pudemos.


Na faculdade, nos virávamos entre estágios, estudos e trabalho. Era duro. Passamos vontade de comer um salgado ou sanduíche na rua e não tínhamos um real; não íamos ao cinema; não comprávamos os livros que precisávamos; não íamos nos congressos e viagens de turma. Quem diria que teríamos festas de arromba nos grandes clubes do Rio de Janeiro? Sim, tivemos. A Marina parou para receber a comemoração dos então doutores e o Piraquê ficou pequeno para nossa turma de grandes jornalistas.


Hoje, somos médico e jornalista empregados. Pagamos nossas contas com nosso dinheiro e escolhemos fazer dele o que sonhamos. Não temos carro, não viajamos no carnaval (na verdade, ralamos muuuito no carnaval), nem temos ipods ou blackberries. Porque não é a isso que damos importância. Quem dirá que teremos a festa de nossos sonhos, em uma das casas mais bonitas do Rio com tudo o que desejamos?


Às pessoas que duvidam que podemos ter tudo o que quisermos, damos nossa compaixão. Certamente, elas o fazem porque duvidam de si mesmas. Porque elas não conseguiram se realizar, porque elas não sonharam tão forte e se esforçaram tanto quanto nós e por isso não conseguem ver que outras pessoas podem, sim, chegar lá.


Mas nós podemos. Nós veremos nosso sonho se relizar em agosto de 2010.

******

Sim, nós pudemos.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Projeto 30 em 30

Conheci outro dia o blog Juntos pelo mundo, feito pela jornalista Flávia Mariano e decidi indicar aqui para vocês por alguns motivos. Primeiro, porque é um blog sobre viagens e eu adoro pesquisar informações para viagem em blogs. Segundo, porque a Flávia realizou um projeto muito bacana, o 30 em 30, que eu acho que pode inspirar muita gente.


O projeto tem esse nome porque o objetivo era conhecer 30 países até os 30 anos de idade. A Flávia teve a idéia e reorganizou toda sua vida para realizá-lo e espero que inspire alguém a coloar em prática um sonho seu, daqueles que a gente acha ser loucura.


Ah, além desse blog a Flávia em outro, sobre os dilemas femininos, o Depois dos 25, mas antes dos 40. Espero que curtam!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Vou ver Paul McCartney mais uma vez!



Gente, eu nem acredito! Estou eufórica, são 0:27 de terça e acabei de comprar os ingressos pro show do Paul no dia 22 de maio no Rio. Não parece verdade que eu vou ver o Paul pela TERCEIRA vez na minha vida e em cerca de 6 meses!

Acho que todo mundo já sabe que Paul McCartney vai tocar mais uma vez no Brasil, né? Se não sabe, correeee que na quinta-feira começam as vendas dos ingressos pro público em geral (eu comprei na pré-venda). O show será no dia 22 de maio no Engenhão e tudo indica que haverá um show extra no dia 21 ou 23. 


Bom, mas eu acabei não contando aqui sobre o show do ano passado. Ver Paul de perto, em carne e osso era um dos grandes sonhos da minha vida. Como ele não tocava no Brasil desde 1993, eu já quase não tinha esperanças de vê-lo aqui e morria de medo que ele parasse de tocar e eu não conseguisse vê-lo nem mesmo em outro país. 


Pois bem, no começo de 2010 começaram os boatos e lá pra outubro foi confirmado. Paul tocaria em Buenos Aires e depois em Porto Alegre e duas noite em São Paulo em novembro. Quem me conhece sabe tão claramente como eu sou fã do Paul que ninguém nem me perguntou se eu iria. Era óbvio que eu iria. Mas comprar os ingressos foi um sufoco, pois estávamos viajando pelo nordeste com conexão pelo celular 3G que na verdade era apenas Edge. Consegui um ingresso pro primeiro show, mas apenas pra pista e não pista "prime", lá na frente. Mas achei que conseguiria ficar perto e relaxei.





Parti para São Paulo sozinha num domingo pós-casamento de amigos. Ainda bem que por lá eu tenho pouso, e fui muitíssimo bem recebida na casa de um grande amigo. Fui pro até o estádio com uma amiga dele e entrei sozinha. Não me importei nem um pouco de ir sozinha. E quando o show começou a emoção foi indescritível. Mas umas três músicas depois eu percebi que não conseguiria ver o Paul. O palco era muito baixo e apesar de estar relativamente perto, eu não conseguia vê-lo diretamente. Ou seja: não estava realizando meu sonho por inteiro. Eu queria vê-lo assim, como a gente vê uma pessoa na rua. E não pelo telão. Bom, curti o show, que foi demais, pois o cara tem um pique invejável e, meu Deus, é um Beatle! Mas saí dali determinada a ver o Paul pessoalmente.

Liguei pro maridón e ele na hora percebeu pela minha voz que eu não estava realizada. Não é demais ter alguem que te entende? Então ele me autorizou a voltar no show da segunda-feira e na pista prime. Daí até a noite do dia seguinte eu corri para conseguir sacar o dinheiro todo necessário em cash, chegar ao estádio em plena segunda de chuva forte em São Paulo e conseguir um ingresso para pista a prime com um cambista. E deu tudo certo!


No início do show liguei pro marido para agradecer por ele estar tornando possível a realização de mais um sonho meu. E curti o show todo com os pés no show, olhando diretamente pro Paul, vibrando a cada música, sem quase piscar para não perder um minuto.  




Foi inesquecível e eu me realizei completamente. E pensei que nunca mais veria o Paul. Então, tive siricoticos quando soube que ele voltaria à América Latina nesse ano. E a primeira notícia foi do show em Lima no dia 9, meu aniversário! Siricoticos múltiplos! Passei a semana tentando esquematizar nossa ida pra esse show, afinal, o Peru está na nossa lista de prioridades de viagem e era meu aniversário. Com muita espremeção das aulas do meu mestrado e do Rômulo, torca de plantões e outros rearranjos, seria possível, mas a Gol, onde temos milhas mais que suficientes, me fez o favor de não voar pra Lima! Assim, teríamos que pagar também as passagens, em média 1 mil reais para cada pessoa. Então, o plano babou.

Mas Paul não me deixou na mão e fará show no Rio! Então, providenciei nossas carteiras de estudante para pagarmos meia, contei com a ajuda providencial de minha super madrinha Marina e seu maridón e comprei nossos ingressos. Iremos, eu e meu marido, ver Paul McCartney tocar!


Fotos  vídeo: Todos feitos por mim no segundo show de São Paulo. O vídeo treme muuuuito porque, claro, eu pulei freneticamente

sábado, 16 de janeiro de 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Quer sua lua de mel em Paris? Pergunte-nos como!


Clique aqui para ler este post atualizado.
Desde janeiro de 2012 todos os posts de viagem estão no Viaje Sim.




Este será nosso último post onde poderemos dizer: nos casamos ano que vem! Quando voltarmos a postar, já será 2010, o ano do nosso casamento! Por isso, o post é bem especial. Deu um trabalhão fazê-lo e esperamos que seja útil e que vocês gostem.

Desde que postamos aqui no blog e no Orkut sobre nossa viagem à Europa recebemos um montão de e-mails e recadinhos pedindo dicas de como realizar este sonho. A maioria das perguntas é sobre como ir por conta própria, sem agência, e sobre os gastos. Muita gente sonha com a viagem e quer saber se conseguirá realizá-la sem estourar su orçamento e sem perrengues. Como amamos nossa viagem e gostamos de ver todos realizando seus sonhos, vamos dar aqui nossas dicas.

Nós viajamos por 18 dias e 16 noites, passando por Portugal (Lisboa), Inglaterra (Londres e Liverpool) e Paris. Mas vamos nos concentrar aqui em Paris, pois é sobre ela que mais nos perguntam e porque achamos mesmo um destino ideal para lua de mel. Não que Londres ou Lisboa não sejam, mas sem dúvida se tivéssemos que escolher uma cidade apenas para indicar a casais apaixonados seria Paris.


Estilo

Primeiro, vamos informar vocês sobre nosso estilo. Nós preferimos ficar um bom tempo em poucas cidades e conhecê-las bem a ver mais cidades de forma mais rápida. É o nosso gosto. Do mesmo modo, gostamos muito de museus e programas culturais, por isso reservamos 11 dias inteiros apenas para Paris, pois a cidade possui mais de 70 museus, sem contar outras atrações como a Torre, sua bela arquiteura, excelentes restaurantes e infinitas opções de compras. Outra coisa que fazemos questão é comer bem e provar todas as comidas típicas do local visitado, por isso sempre incluímos em nosso orçamento gastos para almoços e jantares. Sendo assim, nossas dicas são baseadas nesse tipo de viagem. Levem isso em conta, se não gostarem de museus, por exemplo, ou se costumam fazer apenas pequenos lanches. Certamente isso será uma economia. Por outro lado, não somos de comprar muita coisa, a não ser lembranças. Então não reservamos muito tempo e dinheiro para compras.






Também queremos deixar claro que não fizemos uma viagem de luxo. Em Paris há coisas belíssimas e caras. Não fomos a restaurantes de chef, por exemplo. Mas também não nos privamos de nada. Especialmente de atrações. Fomos a todos os museus e atrações que quisemos, passeamos de barco. Provamos pratos franceses, suíços e gregos, em restaurantes charmosos e bons, mas sem luxos. Adoramos nossa viagem e esperamos que cada um consiga fazer a sua do jeito que sonha.

Agência ou não?
O primeiro ponto a decidir é usar ou não uma agência de viagem. Nós nunca viajamos por agências. Não temos nada contra elas. No entanto, conseguimos melhores preços por nossa conta, falamos as línguas dos países para onde íamos e dedicamos um bom tempo antes da viagem ao planejamento. Sendo assim, não foi necessário o auxílio de um profissional. Se o seu perfil não é esse, se é sua primeira viagem ao exterior e vocês não falam o idioma local, talvez seja mais seguro contratar um pacote.

De qualquer modo nunca se esqueçam. Se vocês vão à Europa é obrigatória a contratação de um seguro de viagem, a Carta Shengen. Sem ele, vocês não serão liberados pela imigração para entrar no continente. E contratando o seguro, vocês poderão ficar tranquilos em caso de algum acidente, pois ele cobre gastos médicos. O seguro custa entre R$ 150 e R$ 300 e pode ser comprado em agências de viagem. Sem dúvida viajar sem ele é uma economia que não vale a pena.

Modo de fazer
Se vocês planejam viajar no próximo ano a primeira coisa a fazer é ir ao seu banco e checar o programa de milhagens do seu cartão. Veja qual é a taxa de conversão para milhas. Há cartões em que cada R$ 1 gasto dá direito a um ponto que pode ser trocado por 1 milha; outros em que é preciso gastar US$1, e outros em que é preciso mais. Solicite um cartão com uma boa taxa de troca. E vocês não precisam ser consumistas para acumular pontos. Se vocês vão se casar e estão montando casa, comprem tudo no cartão. Tentem pagar o vestido, o buffet, qualquer coisa no cartão. Não aumentem seus gastos, apenas passem a colocá-los no cartão. Se vocês já iam gastar mesmo, melhor que recebam algo em troca, não? Pois com um cartão em que seja possível trocar pontos por milhas, suas passagens de lua de mel podem sair de graça.

Nós conseguimos pagar o vestido da noiva e outras coisitas assim e usamos o cartão para as compras no mercado, almoço, tudo tudo tudo. Ainda faltam oito meses para nosso casamento e já conseguimos passagens de ida e volta para os dois para qualquer destino na América do Sul. Até agosto a meta é garantir passagens para a Europa. Outra vantagem é que comprando as passagens para a Europa em nossos cartões, ganhamos de graça a Carta Shengen. Foi uma boa economia.

Orçamento e preços





Para quem nos pergunta quanto no mínimo precisa-se para uma viagem a Paris, damos a seguinte idéia para uma viagem confortável de lua de mel. Precisa-se das passagens + hotel + passe de museus + 100 euros por dia pro casal. Isso dá conta de dormir bem, fazer todos os passeios, comer bem e ainda comprar lembrancinhas.

Hoje, em uma boa promoção, consegue-se pagar até R$ 1.700 ida e volta por pessoa nas passagens. Fiquem de olho!

Para o hotel, reservem 150 euros por diária para casal com café da manhã. Com antecedência é possível conseguir um Ibis Tour Eiffel por 90 euros (sem café). O nosso custou 80 euros com café, mas é muito simples e só indicamos para lua de mel se vocês realmente quiserem economizar. Leia mais na parte de hotéis.

O passe de museus (leia mais em museus) custa 64 euros para 6 dias, 48 euros para 4 dias e 32 euros para 2 dias, por pessoa.

Para uma idéia de preços de comida (leia mais em comida), um crepe (a comida mais comum, é bem grande, não é igual ao que temos aqui no Brasil) custa em média 5 euros (entre 2 e 7 euros); há refeições em restaurantes simples com entrada + prato principal + sobremesa desde em média por 13 euros; uma fondue completa custa 16 euros; o vinho da casa custa em média 3 euros; o lanche gigante do McDonalds custa 6 euros; um jantar com entrada + prato principal + sobremesa + garrafa de vinho + água para duas pessoas custa cerca de 65 euros no restaurante Pied du Cochon, um dos mais tradicionais da cidade. O caro em Paris é a bebida, não a comida. Um refrigerante de 500 ml custa entre 3 e 5 euros na rua. Uma garrafa de água no restaurante, em média 5 euros. Comparando a refeições completas por até 10 euros, é caro não?

As lembrancinhas custam em média 2 euros (um ímã); 5 euros (uma caneca); e 8 euros uma caxinha de música.

Segredo

Há um ditado entre os turistas brasileiros que vão à países com câmbio desfavorável para nós: quem converte, não se diverte. E isso é verdade. Se vocês ficarem calculando quanto gastam convertendo para reais, certamente acharão tudo caro. Nosso segredo foi este: estabelecemos uma meta diária em euros e gastávamos dentro disso. Com 100 euros por dia, você julga se um jantar por 60 euros é caro ou não, se aquela lembrancinha vale a pena ou está cara. É mais relaxante assim.

Passagens

A primeira coisa a se comprar são as passagens. Anotem esta dica: Melhores destinos. Este site é incrível. Noticia as promoções de companhias aéreas e operadoras de turismo antes de começarem. Isso mesmo. Vocês ficam sabendo com antecedência de dias quando haverá uma promoção e todos os detalhes. Nós assinamos o Twitter deles e assim não perdemos nada.

O site é muito útil para quem quer esperar promoções para viajar. Já se vocês desejam ir em uma época específica, caso de quem vai em lua de mel, devem entrar nos sites de todas as companhias e no Decolar e Submarino Viagens. Sempre há bons preços.

Se vocês vão pela Tap ou Air France poderão visitar outras cidade sem gastar uma passagem a mais. É que essas companhias permitem que vocês fiquem alguns dias em sua escala. No nosso caso ficamos uma noite em Lisboa, que era nossa escala.





Hotéis

Em Paris achamos que o melhor bairro para se hospedar em uma lua de mel sem luxos é Saint Michel, que fica no 5º arrondissement (o nome dado às divisões da cidade). Os outros arrondissements no centro da cidade e que são bons locais para ficar são a Ile de la Cité e a ile Saint Louis (onde a cidade teve início e onde está Notre Dame); Marais (um charme de bairro); Les Halles (um shopping lindo); Tuileries; St Germain-des-prés; Quartier Latin (onde fica Saint Michel); Jardin des Plantes; Luxembourg; Montparnasse; Invalides e Tour Eiffel; Chaillot; Ópera (parte chiquérrima da cidade); e Champs-Elysées. O único onde não se deve ficar é Montmartre. Além de mais distante da cidade, é uma área perigosa, nada indicada para turistas.

A cidade é muito bem ligada por metrô e há atrações em todas as áreas que citamos, então qualquer uma delas é uma boa localização. Em Saint Michel fica-se perto da Ile, do Louvre e do Jardin du Luxembourg. O bairro tem vida noturna, muitos hotéis e restaurantes a preços acessíveis. Por isso achamos excelente para turistas com um orçamento limitado. Se vocês puderem gastar mais, prefiram as áreas nobres, como a Ópera.

Para encontrar um hotel, sempre peça uma recomendação a alguém que você conhece. Afinal, como saber se quem escreve numa página de internet tem o mesmo padrão que vocês, não? O melhor é perguntar a algum amigo que tenha visitado a cidade e de quem vocês conheçam os hábitos. Nós ficamos na Rue du Sommerard, em um hotel chamado Marignan. O quarto é simples como os da rede Ibis, com duas camas, um armário aberto, mesa de computador e uma TV pequena. O serviço no entanto é de hostel: ou seja, nada de serviço de quarto nem de regalias. Além disso, não há elevadores, mas isso é comum em Paris (perguntem sempre) porque os prédios são antigos. Por outro lado, há vantagens como lavanderia de graça - e depois de uma semana viajando foi super útil – e internet wifi gratuita. Mas achamos que para uma lua de mel merece-se mais. De todo modo o hotel é muito bem localizado e limpo (o que é sempre nosso maior medo). E tem preço excelente em relação aos outros hotéis da cidade, caríssimos. Nós pagamos 80 euros com café da manhã e ganhamos uma noite grátis, por ficar 10. Além disso, reservamos bem pertinho da viagem. Com antecedência sempre se consegue melhores preços. Para ter uma margem boa, reservem pelo menos 150 euros para o hotel. Com antecedência é possível conseguir um Ibis (sem café da manhã) por 90 euros. Na Rue du Sommerard há um hotel da rede Best Western muito legal, o Jardin du Cluny. Chequem o site.

Se vocês têm muito dinheiro, podem ficar no Plaza Athénée, o mais famoso de Paris.

Se vocês não tiverem recomendação de ninguém conhecido, chequem sempre as referências do hotel em questão no site Trip Advisor. Por lá, os viajantes contam suas experiências e dão notas. É sempre uma boa referência. Procure o hotel no mapa de Paris e veja se fica em um dos arrondissements citados. Não vale a pena ficar longe da área central, pois vocês perderão tempo se locomovendo e pagarão mais caro no metrô (veja transporte).

Se vocês forem a Londres, procurem a rede Shaftesbury. Ficamos num 4 estrelas na Sussex Gardens, em Paddington. Maravilhoso.

Em Lisboa, o hotel é o Florida. Um hotel Boutique lindinho, 4 estrelas também, e bem no centro da cidade, com ótimo preço.






Transporte
Em Paris o melhor é andar a pé ou de metrô. A pé porque é tudo lindo e de metrô porque há uma estação a cada esquina - mesmo, sem figuras de linguagem. Para quem vai ficar uma semana o mais em conta é comprar o passe Navigo. Compare: uma passagem unitária custa 1,60 euro. E o passe para 7 dias, com direito a andar ilimitadamente em metrô e ônibus custa 25 euros (área central). Vale a pena não?

Para comprar, você precisa de uma foto 3 x4. Leve uma do Brasil, porque nas máquinas lá são caras. Você paga mais 3 euros pelo cartão na primeira vez e pronto. O preço varia conforme as áreas que você for usar. Por isso não vale a pena ficar distante, pois você pagará mais para usar o metrô na área mais longe. As atrações ficam quase todas na área 1. Compramos o nosso na própria estação de chegada do Eurostar, em Gare du Nord.

O metrô é tão eficiente que não andamos de ônibus nenhuma vez e apenas uma de táxi. No entanto, ele é velho e não tão limpo quanto o de Londres. Há 15 linhas na cidade, então andem sempre com um mapa de metrô no bolso. É normal vocês se enganarem com as linhas e conexões. Nas linhas da área 1 e 2 é bem tranquilo e seguro. Já no RER, que é um trem que circula nas mesmas estações do metrô e que vai até os subúrbios, achamos que não é ideal para a circulação de turistas. Evitem, pois, o RER, porque normalmente vocês estarão com câmeras e dinheiro. A única vez em que é realmente necessário usá-lo é para ir a Versailles que, se nos lembramos bem, fica na área 4.



O aeroporto mais comum para chegada a Paris é o Charles De Gaulle, mas como fomos de Londres, chegamos de Eurostar e por isso fomos ao hotel de metrô. Muito prático. Para voltar, pegamos um táxi até o aeroporto, que era o Orly. Custou 23 euros e o transporte de ônibus + táxi a até lá custava 20 euros. Como éramos dois, valeu a pena. Infelizmente não temos dicas sobre o Charles de Gaulle, mas nos hotéis sempre há informações sobre o melhor meio de transporte.

Museus

Para visitar os museus Parisienses a melhor opção é comprar o Paris Pass Museum. Esse passe é vendido nas lojas Fnac ou nos próprios museus e sua validade é por dia consecutivo. Vocês podem comprar o de 2 dias (32 euros), 4 dias (48 euros) e 6 dias (64 euros). A validade começa no momento em que vocês o usarem pela primeira vez, por isso programem-se para  visitar os museus nos dias de validade do passe,  comecem a usá-los pela manhã e evite segundas e terças. A maioria dos museus fecha na segunda-feira e o Louvre fecha às terças.




Quer ver como vale a pena comprar o passe? A entrada no Louvre custa 9 euros, em Versailles 15, no Arco do Triunfo 9. Total: 33 euros. Pronto, o de 2 dias é mais barato. Nós compramos o de 6 dias, pois fomos a muitos outros museus e também fomos dois dias ao Louvre. O passe dá direito a voltar quantas vezes quiser a um mesmo local.

Que museus visitar? 

Bom, isso depende de seu gosto. Abaixo um breve resumo dos museus incluídos no passe que nós visitamos:





Louvre: o maior museu do mundo e o mais impressionante. Se viéssemos hoje à Terra e nos e dissesem: visitem apenas um lugar, nós escolheríamos o Louvre. As peças mais importantes da história da humanidade estão lá. Da Monalisa ao Código de Hamurabi, de esfíngies egípcias à Venus de Milo. Fomos um dia de 8h às 18h e outro de 18h às 22h para vermos tudo. É enorme, com três alas com três andares cada. Às quartas e sextas-feiras ele abre até as 22h. Há um restaurante lá dentro onde almoçamos, com bom preço e muito agradável. Também há muitas lojinhas de lembranças e um correio, para vocês enviarem cartões postais para a família. Um charme, não?

D'Orsay: o Museu dos Impressionistas. Quadros e esculturas deles estãs aqui. Monet, Van Gogh, Renoir, Degas, todos os mais famosos possuem muitas obras neste museu. E o prédio, originalmente uma estação de trem, é lindo demais.

Centre Pompidou: o museu de arte contemporânea. Nós não curtimos esse tipo de arte, mas o prédio é revolucionário e vale a pena dar uma passadinha rápida pelo menos na coleção principal.


Museu Rodin: Ô coisa linda! Instalado na casa onde Rodin viveu, com uns jardins incríveis de lindos e as esculturas mais tocantes de Rodin e de Camille Claudel, sua amante. Nossa, nos emocionamos aqui.

Arco do Triunfo: Chegar no topo é um sacrifício. As escadas são puxadas. Mas a vista é muito legal e um mini-museu conta a história de sua construção. O Arco fica numa linha de diversos monumentos e lá de cima é possível entender a fixação dos franceses com construções em linhas retas.

Torre de Notre Dame: O acesso à catedral é grátis, mas a ida às torres é paga e está inclusa no passe. Vale a pena demais, apesar das escadas. Lá de cima Paris é ainda mais linda, é a única forma de se ver os famosos gárgulas e vocês podem ir até o sino. Na igreja, belíssimos vitrais, muita história - Napoleão foi coroado ali - e beleza. Não deixe de dar a volta completa ao redor da igreja. Atrás há um jardim lindo. É nossa face favorita da Catedral. Nos Tesouros de Notre-Dame estão a coroa de espinhos de Cristo e uma lasca de sua cruz.





Criptas arqueológicas: Ficam embaixo de Notre Dame e têm as ruínas da antiga parvis du paris, o início da cidade. Muito interessante, faz você entender a lógica de crescimento da cidade.

Saint Chapelle
: umas das igrejas mais lindas do mundo. Foi construída para abrigar as relíquias de Cristo. É toda de vitrais e bem pequena, ao contrário da maioria dos templos de Paris. Emocionante.

Conciergerie
: uma das poucas atrações sobre a revolução francesa. Lá ficam as celas dos condenados, como a de Maire Antoinette.


Versailles: O palácio símbolo do absolutimo. Reserve um dia inteiro para ele. Vocês visitarão o palácio principal com os salões luxuosos; os jardins que são lindos, enormes e recheados de obras; o Grand Trianon; e o Petit Trianon, onde Marie Antoinette foi viver. Também há um restaurante lá, mas preferimos comprar na lanchonete e almoçar nos jardins. Que vista!





Pantheón: Imponente construção em homenagem aos franceses ilustres é onde fica o pêndulo de Foucault e as criptas, com túmulos de famosos como Victor Hugo, Jean Jacques Rousseau, Marie Courie e Braile.

Casa de Victor Hugo: Fica na famosa Place de Vosges, um exemplo do início da burguesia francesa. A casa em si não é muito interessante.

Invalides: São duas coisas. Uma, a igreja do Domo, onde está o túmulo de Napoleão. O Domo dourado que coroa o prédio é impressionante.  Tem ainda o Museu da Armada, que conta a história das guerras. Muito interessante para estudantes. Infelizmente nos expulsaram grosseiramente pediram para sair quando ainda estávamos no meio, porque eles são meio preguiçosos e fecham antes do horário estava na hora de fechar. Pretendemos voltar! 


Museu da Idade Média: um dos maiores acervos da época na Europa, fica em uma antiga termas construída por romanos. Era ao lado de nosso hotel! Se vocês forem ao Louvre ou à Inglaterra, não vão achar interessante, pois já terão visto muito coisa da época. Mas os jardins e o prédio são bem legais.

Mais atrações

Além das atrações inclusas no passe há inúmeras outras na cidade. A Torre Eiffel, por exemplo. A melhor vista dela é a partir do Chaillôt. De lá vocês verão a torre e os Jardins de Trocadero. Para subir ao topo da Torre paga-se 15 euros. Há um ingresso mais barato para ir apenas ao andar do meio. Também há um restaurante do chef Alan Ducasse, super renomado, nesse andar intermediário. É bem carinho lá.





Os jardins da cidade são uma tração à parte. Se forem na primavera ou verão poderão aproveitar mais ainda. Mas no outono também fica lindo, tudo amarelinho. Os nossos preferidos são o de Luxemburgo, que conta com um palácio hoje sede do Senado francês e também com a famosa Fonte de Médicis. Há ainda os jardins do Trocadero e o Campo de Marte, os dois ao lado da Torre.

O Rio Sena e suas pontes são outra atração. Cada uma mais linda que a outra, com destaque para a Alexandre III. Nós fizemos dois passeios de barco pelo Rio. Um, durante o dia, em um barco chamado Batobus, que sai dos pés da Torre e é uma versão aquática dos ônibus turísticos disponíveis na cidade. Comprando o ticket, pode-se andar o dia todo no barco, descendo na estação que quiser e subindo no barco seguinte. Vale muito a pena. Custou 8 euros (com carteira de estudante). À noite, o passeio foi no Paris en scene. O barco é lindo, todo transparente e você compra o pacote de passeio + jantar (prato principal + sobremesa + vinho + bebida) por 35 euros por pessoa. Estava tudo delicioso e o passeio foi lindíssimo. Nós compramos uma garrafa de champagne e subimos ao convés em frente à Torre. Foi inesquecível! Em barcos de outras companhias esse jantar flutuante costuma custar cerca de 90 euros. Imagino que o jantar deva ser mais luxuosos, mas ficamos muito satisfeitos com nosso jantar no Paris en scene.







Em Montmartre fica a belíssima igreja Sacre Couer. Ela pode ser vista de várias partes de Paris, pois está sob a colina mais alta da cidade. Vale muitíssimo uma visita e perto vocês podem aproveitar para ver artistas locais na Praça do Tertre. Outra igreja que vale a visita é Saint Sulpice. É esta igreja que aparece no filme O Código Da Vinci, onde estaria a linha rosa. Na verdade é um meridiano, o Meridiano de Paris, usado antes da convenção em Greenwich e ele não é rosa e sim dourado.





No bairro da Ópera visitamos a Ópera Garnier, que inspirou o nosso Teatro Municipal e a lenda do Fantasma da Ópera. Pouca gente faz esse passeio, mas vale muito a pena. O foyer da Ópera é muito luxuoso. Ali ao lado está a igreja La Madeleine, suntuosa no meio de uma praça. No caminho entre as duas, lojas de luxo como a Fauchon. Esta loja é uma perdição gastronômica. Há iguarias lindas e caras, muito caras. Vale um passeio e compras para quem estiver com um orçamento mais reheado.





Bem perto ficam também as Galeries Lafayette, o primeiro shopping do mundo e um templo do luxo francês. Apesar de ser tudo caríssimo, vale a visita. Seu teto é maravilhoso, uma obra de arte e a decoração é sempre primorosa. A vitrine de natal era de enlouquecer com seus bonequinhos mecanizados. Há departamentos de cosméticos, roupas e um novo andar só de sapatos. Foi lá que compramos o anel de noivado, na Tiffany and Co.

Um programa que recomendamos muitíssimo é o tour guiado a pé por universitários. Ele sai todo dia às13h e às 16h da praça Saint Michel (em frente ao chafariz). Para ir até lá é só pegar o metrô e descer na estação de mesmo nome. Por três horas vocês andarão pelas ruas conhecendo o básico de Paris e ouvindo histórias de jovens franceses, além de conhecer outros turistas. O tour é grátis, vocês contribuem ao final com quanto desejar. Foi nosso primeiro programa na cidade. Às 19h do primeiro dia terminamos o passeio já embasbacados com a beleza da cidade.


E há muitas, muitas outras coisas que não citamos aqui. Se forem a Paris, andem, andem muito. A cada rua a cidade te surpreende com uma obra belíssima.

Roteiro

Para saber como distribuir as atrações por dia de estada na cidade, use a internet. Todos os museus possuem site com os horários de abertura, endereço e instruções sob como chegar. Fiquem atentos, pois o horário de funcionamento de muitas atrações muda de acordo com a estação.

Neste post aqui do site Conexão Paris há um exemplo de roteiro de 4 dias.

Comida

Os franceses não gostam de comida industrializada e tudo que vocês irão comer virá em uma apresentação bonita. Assim, a noiva até comia salada, acreditam? Portanto, não corram para a Starbucks achando que vão economizar. Pelo contrário, a rede de cafés mega barata em Londres é bem carinha em Paris.





Com o peço de um lanche você consegue jantar como um bom francês. Nos restaurantes vendem-se as formules, o conjunto de entrada + prato principal + sobremesa. Vimos preços que iam de 9,90 euros a 40 euros por isso. Em Saint Michel há restaurantes baratos e charmosos. Provem a culinária francesa, vale a pena. O restaurante Au Pied du Cochon é uma boa opção. Ele fica ao lado de Les Halles, um shopping-mercado com jardim. O nome é esse mesmo "ao pé do porco" e eles realmente servem isso por lá, mas há outros pratos. Comemos a tradicional sopa de cebola gratinada (tem em todo lugar), confit de pato, peixe e creme brulê e estava tudo delicioso. Outra dica valiosa é que no restaurante Relais Plaza,  do famoso Plaza Athénée, é possível almoçar por 44 euros por pessoa. Chiquérrimo!





Se quiserem provar comida francesa, mas têm medo de arriscar com um steak tartare, por exemplo (é carne crua), tentem o steak au poivre (carne com molho de pimenta), os patês (muito gostosos) ou os confits, que são carnes sempre bem temperadas e macias. Para lanchar, recorram aos crepes, tanto salgados quanto os onipresentes crepes de nutella, ou aos paninis, a tradicional baguete com recheios variados. Na Rue Mottefard, perto de Saint Michel, está a loja conhecida por ter o melhor crepe. Você a encontra apenas pela fila, sempre muito grande. A rua, aliás, tem restaurantes de todos os tipos, bares e boates. Uma ótima dica para noitada.

Os parisienses também comem muito em restaurantes gregos, espalhados pela cidade, assim como em suíços. Comemos lá a melhor fondue do mundo! Muito apurada. Ah, sim, falando em apurado...cuidado com os queijos. Eles vendem milhões de tipos, que nunca tínhamos visto. Mas mesmo os mais conhecidos, como o gorgonzola, são bem diferentes, mais apurados que os daqui.





Também se acha quiches em toda esquina, assim como palmiers gigantes e doces, muitos doces. Não deixem de ir à Ladurée, a tradicional casa de macarrons no início da Champs Elysée. Esta rua, aliás, vale um passeio. Mas não é tão luxuosa assim. Há lojas caras, claro, mas também lojas Zaras, que são muito baratas por lá.

Arredores

Além de conhecer Paris é possível fazer outros passeios de um dia, sem necessidade de se pegar avião. No trem RER, que pára em algumas estações de metrô (como Saint Michel e Gare du Nord) vocês podem ir a Versailles. Leva 30 minutos apenas e o preço é o mesmo do metrô, está incluído no Navigo (área 4).

Também pode-se pegar o trem rápido para a cidade de Tours, numa viagem que leva cerca de 2 horas e custa (com antecedência) 60 euros ida e volta por pessoa. Em Tours, vocês podem contratar um passeio de um dia inteiro, ou apenas manhã ou só à tarde para conhecer os castelos da região. Era esse o passeio que faríamos no penúltimo dia, mas perdemos a hora, ficamos em Paris e o resto vocês já sabem... o pedido de casamento aconteceu!

Outra opção é usar o Eurostar para ir à Inglaterra. Custa em média 200 euros ida e volta e a viagem dura 2 horas. È super confortável, pois pega-se o trem na Gare du Nord e salta-se na estação de Euston, no centro de Londres.

Na mala

Antes de viajar, chequem a temperatura média na cidade durante seu período de estadia. Se forem no outono ou inverno, lembrem-se de levar muito agasalho e tomem especial cuidado com os pés. Normalmente nossos calçados não estão preparados para o frio europeu. A noiva, por exemplo, levou uma bota que ama e usa muito no inverno carioca. Mas ela não bloqueava o frio e se ela tentasse colocar meias mais grossas, as botas apertavam.


Também vale muito a pena levar kits “de emergência” daqui, para evitar gastos extras por lá. Além de produtos de higiene como sabonetes, shampoos e cremes dental, coloquem na mala um kit de remédios básicos como um antiácido, um comprimido para enjôo e outro para dores de barriga. Lembrem-se que vocês provarão comidas diferentes e esses imprevistos podem acontecer. Levem também analgésicos, remédios para dores musculares, antitérmicos e band-aids. Todos estes itens são um pouco caros por lá, além de difíceis de se achar. Nas farmácias, são vendidos apenas remédios e os itens de higiene vocês terão que procurar em lojas de departamento e mercados como o Monoprix. Meninas podem levar também absorventes e um kit para as unhas. Não paguem manicures na cidade, pois além de caro (vimos por 16 euros) o serviço é diferente do nosso e as manicures não tiram a cutícula, por exemplo. Para os fumantes, é bom levar um estoque daqui ou comprar no freeshop. Nas tabacarias, o maço das marcas desconhecidas mais baratas custa 4 euros.

E muito, muito importante: leve todos os comprovantes de reserva, endereços e outros documentos impressos com você. Nós fizemos assim: imprimimos duas cópias das reservas de passagens, hotéis, ingressos e roteiro e fiz emosduas pastinhas completas, iguaizinhas. O noivo levou uma e a noiva outra, em suas mochilas. Assim diminuímos o risco de perder os papéis.

Outra dica bacana é comprar uma cartucheira para usar por baixo da roupa. Nós usávamos para levar os passaportes durante o dia.

Já na carteira não é necessário levar tantos euros. Todos os estabelecimentos aceitam cartões de crédito e débito: lembrem, apenas, de habilitar essa função em seu cartão aqui no Brasil. Avisem sempre na operadora de cartão e no banco que vocês estarão fora do país, assim não correm o risco de terem seus cartões bloqueados. Levem metade em dinheiro, apenas por precaução.

Se puderem investir em uma boa máquina fotográfica, façam isso. A cidade parece que foi feita para ser fotografada. E não esqueçam do tripé. Muito útil para fazer fotos noturnas mostrando a iluminação caprichada dos monumentos locais.


Mais informações
Querem saber mais sobre Paris, tirar dúvidas etc? Frequentem os blogs e comunidades específicos. Os nossos preferidos são o Conexão Paris (amamos, amamos, amamos e eles vendem um guia também, achamos que vale a pena) e a comunidade do Orkut Dicas Inesquecíveis de viagem. Além disso, o Guia da Folha sobre a cidade também é bem útil e levinho, ideal para se levar no bolso.

Se tiverem alguma dúvida, deixem aqui nos comentários e nós responderemos. Esperamos que tenham gostado das dicas e que de alguma forma tenhamos ajudado vocês a realizarem um sonho.

Um feliz 2010 a todos!

Fotos: Arquivo pessoal

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O pedido de casamento aconteceu em Paris



Estamos de volta e oficialmente noivos! Sim, sim. Em Paris, nossa última parada na viagem européia, aconteceu (finalmente, aleluia) o desejado, sonhado, esperado pedido de casamento oficial. Para quem não tem paciência para ler um relato enoooorme de noivos mega empolgados, aqui vai o resumo: foi na quarta-feira, dia 18, no Louvre após um dia de programas lindos e um jantar no barco navegando pelo Rio Sena. Quer mais detalhes? Então, leiam o relato da noiva:

O dia começa mal

Bem, contando a história do começo, a quarta-feira seria o última dia inteiro da viagem, já que embarcávamos de volta na quinta à noite. Programávamos ir ao Vale do Loire. Mas, perdemos a hora, perdemos o trem, e por isso ficamos mesmo em Paris. Eu fiquei mega de mau humor porque queria muito ir, o noivo brigava comigo dizendo: Mau humor em Paris não dá. E eu, admito, sou ranzinza demais e não devia ter ficado tão chateada logo cedo. Bem, com um dia em Paris decidimos refazer os programas de que mais gostamos na viagem. E são eles: o Jardim de Luxemburgo; a catedral de Notre Dame; e o Louvre!

Saímos pra tomar café da manhã no Jardim de Luxemburgo, a pé, pois era perto do hotel. O chocolate belga mega espesso me enjoou e foi por isso que meu mau humor passou, pois quando fico doente ou passo mau fico mais meiga, digamos. Bem, o dia foi ótimo, tranquilo, sem amarras de horário de museus. Depois do café, fomos à Notre Dame, andamos pelo Sena até o Louvre, parando em algumas lojas. Tiramos algumas fotos no Louvre e o namo propôs de voltarmos para fazermos fotos noturnas. Ele também disse que á noite deveríamos jogar moedas na fonte e fazer um pedido. Mas só à noite. Ainda fomos à Champs Elysée e compramos mais macarrons (ui delícia) antes de irmos nos arrumar e jantar.

Luxo




Para fechar muito bem a viagem fomos jantar em um barco que faz um passeio pelo Rio Sena. A princípio não iríamos, pois era um pouco caro, mas um mocinho me entregou na mão o papel deste barco que tinha um preço bom. Até achávamos que não seria tão legal por conta do preço. Mas então, na hora H surge um barco lindo, bem aberto, dando ótima vista de tudo. E o jantar foi uma delícia. Quando chegamos na altura da Torre, o Ro pediu uma garrafa de champagne. Fomos abrí-la na parte de cima do barco, que é aberta, e estávamos bem embaixo da torre iluminada. Parecia mesmo cena de filme, até porque não tínhamos planejado nada disso.

Esse momento foi super hiper ultra emocionante. O namo disse que poderia ter me pedido ali mesmo, mas já tinha planejado outra coisa e decidiu manter. Ficamos lá em cima até o fim do passeio, saímos a pé, com a garrafa de champagne na mão e andamos até o Louvre.

Perfeito, perfeito


Assim que chegamos no Louvre as luzes da pirâmide se apagaram como num passe de mágica. Andamos até o lado esquerdo, ao lado da pirâmide maior. Estávamos apenas nós dois ali naquele local sempre lotado de gente. O namo me deu uma moeda e pediu pra eu fazer um pedido jogando-a no laguinho. Joguei e quando me virei ele estava ajoelhado e perguntou: já fez seu pedido? Eu respondi que sim e ele disse: agora vou fazer o meu!!!!!!!!!!!!!

Bem, daí veio todo o pedido, lindo demais. Muito emocionante. Nós filmamos tudo, mas o vídeo está grande e não conseguimos subir. O legal é que dá para ouvir muita coisa, mas esse pedacinho do pedido não. Achamos melhor assim. Ficará tudo registrado apenas em nossas memórias.

Só nesse momento ele lembrou que tinha esquecido a trilha sonora. Ele ficou até as 3h fazendo a playlist no celular novo dele em que ele não sabia mexer - e foi por causa desse sono todo que ele perdeu a hora para ir aos castelos =o) Bem, tocou All you need is love, dos Beatles, e dançamos ali sozinhos no meio do Louvre. Foi lindo demais!

Digam se não foi o pedido mais perfeito do mundo? Ainda não consigo acreditar que é de verdade.

O anel



Ah, sim, claro, complementando a perfeição, lá estava minha caixinha azul da Tiffany´s, com meu anel maravilhoso (Jesus, como brilha esse diamante). Sempre sonhei com esse anel, mas nunca achei que teria um de verdade. Parecia tão irreal para mim.

Nós tentamos comprá-lo em Londres. Fomos à Harrods, mas o cara lá foi meio antipático e quando botei no dedo não gostei. Não "bateu", sabe? O problema é que eu sempre havia sonhado com ele. O namo ficou desesperado, sem opção. Quando chegamos a Paris ele disse para irmos a uma Tiffany's dentro das Galerias Laffayette. E eu fui, assim, sem expectativas. A moça de lá, uma francesa lindinha, gastou quase uma hora explicando tudo sobre diamantes. Ela foi muito simpática e parecia entender as noivas. Ela perguntou quanto poderíamos gastar e fuçou até achar o anel perfeito dentro daquele valor. E olha que não foi coisa de dez minutos não. Ela parecia dizer (com os olhos ne, que nosso francês não é tão bom assim): eu quero que essa noiva tenha o seu anel dos sonhos. Juro. nunca vou esquecer o rostinho dela. Bem, quando finalmente botei o anel no dedo, ouvi sininhos. Ficou perfeito! E compramos!

O anel ficou pronto só na semana seguinte. E quando fomos pegá-lo, ela fez uma super festa, nos dando parabéns, desejando um ótimo casamento. Lembramos do filme 'Uma linda mulher" porque antes passamos na Cartier, para talvez comprar as alianças em vez do anel e o vendedor nem nos atendeu direito. Deu vontade de voltar lá com a sacolinha Tiffany's e dizer: você cometeu um grande erro! rsrs

A roupa



Um último detalhe do pedido é que usei neste dia um vestidinho escolhido pelo namo. No vídeo só aparece a saia, mas é um vestido. Ele é verde e o namo o viu em Lisboa, na H&M, uma loja tipo C&A que tinha em Londres e em Paris também. Ele adora vestidos, mas eu não quis experimentar em nenhum lugar e um dia antes do pedido ele me forçou a experimentar e ficou lindo. Para agradá-lo, usei ali no último dia. E acho que acertei.

Bem, esperamos que tenham gostado. Estamos imensamente felizes, podendo dizer: estamos noivos! Desejamos que todos tenham seus momentos emocionantes, com o significado especial que cada casal sabe que determinada coisa ou lugar tem para sua história. 



terça-feira, 3 de novembro de 2009

Realizando sonhos

Nos últimos tempos falamos algumas vezes que estávamos planejando algo muito, muito bom. Pois então, quando este post entrar no ar, nós já estaremos realizando esse sonho planejado. Viajamos para a Europa!

Lá fora parece estar na moda viajar antes do casório para desestressar, esquecer um pouco o corre-corre do dos preparativos. Mas, no nosso caso, a viagem tem outros motivos. O noivo nunca saiu do país. A noiva, já, mas tinha ficado tristinha por ter que cancelar a viagem dela programada para julho, nas férias dela. Com os gastos do casório, o giro pela América do Sul dançou.

Acontece que o noivo foi aprovado para o mestrado e dificilmente poderá tirar muitos dias de folga no ano que vem, após o casório, para a lua de mel. A noiva também não deverá conseguir isso. Então, decidimos viajar agora, que temos o tempo disponível e conseguimos uma boa promoção nas passagens aéreas.

Nos próximos 18 dias passaremos correndo por Lisboa, vamos conhecer Londres rapidinho, ir a Liverpool (sonho da noiva) e ter uma boa estadia para conhecer Paris com calma.

Claro que o casamento não sairá completamente de nossos pensamentos. Aproveitaremos para ver alguns detalhes por lá.

Assim que voltarmos contamos tudo e daremos as dicas para quem for em lua de mel.

beijos e até mais,
os noivos

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Ela vem toda de branco

Amamos casamentos. Dos mais diversos. De festão à noite com noiva de all star à cerimônia na igreja e bolo com champagne ao som de música clássica. Para nós, casamento bonito é casamento com a cara dos noivos.

E o nosso, com certeza terá alguns detalhes diferentes, criativos, que irão inserir no nosso dia um pouquinho da nossa história. Mas, no geral ele será exatamente como nós: tradicional e clássico.



É assim que somos no dia a dia, tradicionais. E é assim que sonhamos com o casamento - e não apenas em pesadelos malucos do noivo. Sonhamos com a nossa cerimônia e festa, na igreja, cercados pela família e com a noiva toda de branco.

A noiva mineirina sonhadora passou a vida esperando pelo dia em que usaria um vestido branco imenso, que não poderia usar em qualquer outra ocasião, uma grinalda primorosa, um véu longo, delicados sapatinhos brancos e um lindo buquet de flores.



Quando pequena ela muitas vezes pedia à mãe para ver, de novo, as fotos do casamentos de seus pais. E quando se mudou para o Rio até roubou uma foto do álbum. E olhando aquelas fotos do casamento no início da década de 80 ela nunca pensou "que coisa fora de moda". Não, afinal seus pais tiveram um casamento clássico. E como diria Coco Chanel, "A moda passa, o estilo permanece".  


Então, a noiva jamais perderia a oportunidade de realizar todos os seus sonhos, usar seu véu e grinalda clássicos. No nosso casamento, é assim que vocês a verão! Ela virá toda de branco: da cabeça aos pés. 


Foto: O ápice do clássico no casamento da princesa Grace Kelly, por Helen Rose; Katie Holmes por Giorgio Armani; e Nicole Kidman, por Balenciaga.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Decoração, oui oui

Sem dúvida alguma a decoração do casamento é o item que a noiva mais gosta de pesquisar e planejar. Quando decidimos nos casar em Santa teresa, ela prometeu fazer uma decor simples e básica. Já tínhamos visto algumas festas lá e decidimos que seria tudo igual: móveis rústicos, mesas sem toalhas, flores em laranja e amarelo e alguns detalhes singelos. A inspiração eram os casamentos no jardim americanos.

Mas com o tempo e a repetição de festas com esse estilo por lá, começamos a ter o desejo de que nossa festa se diferenciasse das outras. Depois que contratamos a Lanna, isso ficou fácil. O noivo sugeriu a cor - que nunca vimos ser usada lá - e a Lanna deu as idéias para a execução.

Não queremos, claro, estragar a surpresa do nosso projeto, mas vamos postar algumas coisas que agora nos inspiram. Nós mudamos do rústico para o Provence, o casamento no estilo francês. A nossa idéia é uma decoração forte, que impacte os convidados na hora em que entrarem no salão. Sem dúvida, não é nada do que temos visto por lá e acreditamos que o contraste entre a decor e aquela vista incrível dará muito certo.

Algumas inspirações:













Nos próximos post postaremos mais fotos que nos inspiram.Espero a opinião de vocês!


Fotos: Primeira, Patrícia Vaks; sexta, Janete Pimenta. Outras: desconhecido. 

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A mineirinha sonhadora

Quando eu era adolescente e vivia em Leopoldina (não conhece não? Uma super metróple mineira...tipo, 30 mil habitantes!) não tinha muita coisa legal para fazer nos fins de semana. Então, quando eu voltava das aulas de sábado, passava em uma locadora e alugava sempre três filmes. Um lançamento, um clássico e outro "livre". Eu fazia isso para me atualizar e também para conhecer um pouco mais da história do cinema. Assim, aos 14 anos, já tinha visto a maior parte dos clássicos cinematográficos mundiais para os quais poucos adolescentes ligavam. E, claro, tinha uma queda pelas histórias românticas.

Sei lá porque mas a locadora de Leopoldina tinha um imenso acervo de filmes italianos. E um deles, Candelabro Italiano, virou um dos meus preferidos. A história da americana passeando pela Toscana ao som de Al di la me conquistou. E como naquela época não tinha youtube nem mp3, eu volta e meia alugava o filme apenas para assistir às cenas com a música.





Depois, eu fui fisgada por Audrey Hepburn, que vi em Sabrina, Cinderela em Paris e, claro, Bonequinha de luxo. Nessa história, ela é uma americana sonhadora completamente fascinada pela Tiffany's. O título original, aliás, é Breakfast at Tiffany's. E assim surgiram mais dois ícones de charme e glamour para mim: Audrey e a Tiffany's.

Já agora, preparando nosso casamento, me vi em meio aos meus sonhos adolescentes quando o Rômulo anunciou que teremos nossa lua de mel na Itália. Qualquer pessoa acharia o máximo ir para lá, mas eu, que aos 14 anos vivia na roça sem nenhuma perspectiva de chegar ao menos ao Rio de Janeiro, acho o máximo do máximo. Me sinto tipo....Cinderela!

Para completar a realização dos devaneios da caipirinha aqui só falta um anel da Tiffany's né? Eu bem que tentei, mas o Rômulo disse que não vai me dar algo pelo qual eu realmente morreria. É, porque caso algum ladrão tente levar meu anel, eu morro, mas não deixo. Então ele já disse para eu esquecer isso.

Mas vocês acham que eu consigo?

sábado, 4 de abril de 2009

Yes, we can


Quando Rômulo e eu começamos a planejar o casamento, sonhamos alto. Idealizamos o nosso dia e corremos atrás exatamente do que queríamos. Em nenhum momento colocamos o dinheiro (a falta dele, na verdade) em primeiro plano. Nós sonhamos de um jeito e depois corremos atrás do sonho.

É claro que ao longo do casamento vamos abrir mão de algumas coisas que gostaríamos de ter por não caber em nosso orçamento. Mas é diferente. Isso serão detalhes. O nosso sonho de casamento continua sendo o mesmo. O principal ingrediete deste
sonho alto é o local onde nossa festa acontecerá. Não é um local barato. Mas foi por onde nos apaixonamos. Não escolhemos por ser um local caro, mas porque sentimos nosso coração bater por ali. O Copacabana Palace e a Casa das Canoas são mais caros, por exemplo. Mas mesmo se fossem mais baratos, não seriam a nossa escolha. 

Mas bem, toda essa introdução é para falar de um assunto que às vezes incomoda. Já ouvimos pessoas falando com désdem de nossa festa "nossa, tá podendo, hein". E para elas, respondemos: sim, nós podemos.

Rômulo e eu temos certeza que podemos nos casar como sempre sonhamos por muitos motivos. Porque somos unidos, esforçados, talentosos, inteligentes e sonhadores. Porque em nenhuma circunstância deixamos de sonhar alto em nossas vidas. E chegamos lá. Somos, os dois, filhos de pais pobres, um sem nem o primário, outro formado na faculdade já com os filhos grandes. Estudamos em colégios públicos, ele por sorte no Pedro II, eu por insistência por uma vaga no Rui Barbosa. Trabalhamos desde os 15 anos, primeiro atrás de balcão (eu de papelaria, ele de padaria). Já precisamos de bolsas para conseguir levar nossos estudos adiante (ele no PH, eu no CCAA).

Naquela época, quem diria que entraríamos nas melhores faculdades do país? Um filho de administrador do Méier na Medicina da UFRJ e uma mineira filha de retirante nordestino no Jornalismo da Uerj. Nossos pais nos disseram. Nós acreditamos. E nós pudemos.

Na faculdade, nos virávamos entre estágios, estudos e trabalho. Era duro. Passamos vontade de comer um salgado ou sanduíche na rua e não tínhamos um real; não íamos ao cinema; não comprávamos os livros que precisávamos; não íamos nos congressos e viagens de turma. Quem diria que teríamos festas de arromba nos grandes clubes do Rio de Janeiro? Sim, tivemos. A Marina parou para receber a comemoração dos então doutores e o Piraquê ficou pequeno para nossa turma de grandes jornalistas.

Hoje, somos médico e jornalista empregados. Pagamos nossas contas com nosso dinheiro e escolhemos fazer dele o que sonhamos. Não temos carro, não viajamos no carnaval (na verdade, ralamos muuuito no carnaval), nem temos ipods ou blackberries. Porque não é a isso que damos importância. Quem dirá que teremos a festa de nossos sonhos, em uma das casas mais bonitas do Rio com tudo o que desejamos? 

Às pessoas que duvidam que podemos ter tudo o que quisermos, damos nossa compaixão. Certamente, elas o fazem porque duvidam de si mesmas. Porque elas não conseguiram se realizar, porque elas não sonharam tão forte e se esforçaram tanto quanto nós e por isso não conseguem ver que outras pessoas podem, sim, chegar lá. 

Mas nós podemos. Nós veremos nosso sonho se relizar em agosto de 2010.
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