Nossa, como é difícil escrever esse post. Eu jamais conseguirira transmitir por aqui o quão feliz eu sou desde que me casei com meu querido Rômulo. Só de pensar no que escrever eu já chorei tanto esses dias. Um choro que só posso definir como de gratidão. Gratidão é no que mais tenho pensado nesses dias. Porque sou muito, mas muito afortunada por ter sentido tudo que tenho sentido nesse último ano.
Hoje em dia, quando eu vejo uma noiva sonhando com seu grande dia eu só consigo sorrir. Não tenho vontade de dizer nada: aproveite isso ou aquilo, releve tal coisa, espere para ver o que vem depois. Nada. Eu só sinto vontade de sorrir por ter o conhecimento de que se ela vai ser feliz naquele dia, tarde ou noite em que celebrará o casamento com alguns, ela será muito, mas muito mais feliz a partir daquele momento. Quando vejo um casamento, é isso que sinto. Felicidade porque mais duas pessoas nesse mundo vão experimentar uma forma perfeita de união, de companheirismo. Porque naquele momento duas pessoas estão dizendo sim para isso. Sim eu vou estar a seu lado; sim eu vou me doar; sim eu vou tentar sempre.
Eu acho, hoje, que é por isso que tanta gente elege o casamento como o dia mais feliz de sua vida. Não é só porque realmente é um dia feliz, de festa, onde muita gente bacana se reúne para torcer pelo novo casal. Não é só por isso. É porque é um dia que não termina ali. É um dia em que "o mais feliz da sua vida" se torna perene. É um dia que se instala no seu coração como a certeza, como um aconhego constante que não te deixa nunca mais sentir solidão.
Por isso nesses 365 dias eu não senti saudades daquele 7 de agosto de 2010 nenhuma vez (mas já disse, sinto saudades do meu buquê, rsrs). Mas não sinto saudades daquele dia porque eu o sinto em mim. A felicidade que senti em ver cada rosto ao andar pela igreja, ainda está aqui. O frio na barriga dos momentos antes de entrar na igreja. O amparo em apertar a mão do Romulo no altar. O desejo profundo colocado na pronúncia de cada palavra dos votos para que tudo o que fosse dito se realizasse. A alegria de ver a festa materializada depois de tanto imaginá-la. Tudo, tudo, ainda está aqui e se renova no apoio para as noites viradas para estudar. Na segurança que nos permite continuar acreditando que um lar doce lar apareceria mesmo com a loucura do mercado imobiliário do Rio. Se renova no carinho de omelete feito só para mim, no planejamento de mais uma viagem, no sonho de filhos, nos planos de vida. Todos aqueles sentimentos, tão intensos, continuam por aqui.
Eu não quero dizer que o casamento é um mar de rosas. Não é. E no nosso primeiro ano já passamos por testes complicados como não encontrar uma casa, por exemplo. A vida dura, a vida da qual naquele dia mágico ninguém se lembrava, o horário do trabalho, os artigos para fazer, as contas a pagar, tudo continua aqui. Mas também para atravessar esses momentos aquele dia mágico ajuda. Afinal, durante cerca de dois anos aquele dia que agora é lembrança foi apenas sonho e sonho incerto. Foi medo, foi dúvida, foi dificuldade. Mas se tornou realidade e realidade feita por nós. Não tem como não sair confiante de tudo isso. Depois do casamento, da festa, somos um casal ainda mais unido, ainda mais certos de que planejando e juntos, conseguiremos fazer tudo o que queremos, mesmo que às vezes tenhamos que fazer sacrifícios.
E eu sei, eu sempre fui apaixonada pelo Rômulo. Relembrando eu pensava: nossa, como eu era loucamente apaixonada. Mas lembro disso quando relembro cada momento. E agora eu me sinto ainda mais apaixonada. Não sei como isso é possível. Mas eu não sei tanta coisa! Certamente tudo isso que estou vivendo é completamente incompreensível. Talvez muita gente tenha lido esse texto até aqui na esperança de que eu dissesse como é estar casado, como é esse primeiro ano. A esses, minhas desculpas. Eu não consigo ter tal compreensão. O que ofereço é a descrição de Sir Paul McCartney, a música símbolo desse primeiro ano de casados. E desejo, do fundo do meu coração, que todos sintam o que eu tive a grande sorte de sentir. Que todos compreendam por si mesmos, sentindo.
Maybe I'm amazed
Maybe I'm amazed at the way you love me all the time
Maybe I'm afraid of the way I love you
Maybe I'm amazed at the way you pulled me out of time
And hung me on a line
Maybe I'm amazed at the way I really need you
Maybe I'm a man and maybe I'm a lonely man
Who's in the middle of something
That he doesn't really understand
Maybe I'm a man and maybe you're the only woman
Who could ever help me
Baby, won't you help me understand?
Maybe I'm amazed at the way you're with me all the time
Maybe I'm afraid of the way I leave you
Maybe I'm amazed at the way you help me sing my
song
Right me when I'm wrong
Maybe I'm amazed at the way I really need you
Foto: Carlos Leandro

















































