Post da noiva
Ai, gente, post desabafo sobre muita coisa, viu? Quem não tiver paciência, via pro próximo post.
Bom, tá tudo ótimo, tô mega feliz, mas algumas coisas simplesmente me irritam demais. Adorei agora a filosofia o importante é eu e o Rômulo estarmos felizes. Mas olha, se você der um piti, reclamar mais atenção da gente, ou quiser nos impor a essa altura qualquer regra tem que, sinto muito, a resposta vai ser: tamos nem aí.
Estou simplesmente exausta dos preparativos. Ainda to curtindo muito, claro (conto daqui a pouco sobre uma coisinha que me emocionou), mas assim, foi muito trabalho. Organizamos tudo sozinhos, pesquisando sempre, nos virando em dez pra ver tudo. Faltam 15 dias e quando olho meu caderno de coisas a fazer me dá sono. Essa semana eu fiquei dois dias sem resolver nada. Preguiça. Tenho tantas outras preocupações. Moro no Rio longe da minha família. Vi tudo sem minha mãe e isso teve um peso muito grande pra mim. Nunca foi assim que imaginei. Então, noiva, se você pode contar com sua mãe (e irmãs) nos preparativos, agradeçam muito. Também acumulei ser filha (à distância), namorada, dona de casa, profissional e estudante. Preciso dar atenção a tudo. E estou cheia de planos pós-casamento.
Então, queria muito que as pessoas tivessem o bom senso de não me trazerem problemas que não são problemas. Em não criarem problemas. Tenho mais o que fazer do que ficar adulando o ego ou resolvendo a insegurança de quem quer que seja. Queria que por um minuto as pessoas parassem e tentassem imaginar o tantão de coisa que está nas nossas cabeças agora. Elas certamente ofereceriam ajuda em vez de inventar estórias, condições e frufrus.
Outra coisa que me tira do sério é falar algo e não fazer. Deve ser coisa de trauma infantil, sei lá, mas quando alguém fala pra mim uma coisa, ela tem que fazer. Senão, já era. Rômulo sabe muito bem disso. Meus amigos sabem disso. Não peço que me prometam nada. Mas se prometer, cumpra. Disse que ia de amarelo marca-texto no casamento? Vá. Disse que ia chegar cedo? Chegue. Simples assim.
Ponto. Desabafei. Estou calmíssima e zero stress. Então, não quero deixar que nada me tire desse estado. Ao primeiro sinal de piti de alguém, eu vou cortar secamente. Só quero emoções boas perto da gente. E vamos ao próximo post...
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sábado, 24 de julho de 2010
Desabafo de noiva
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desabafo
terça-feira, 27 de abril de 2010
Como nossos pais - post desabafo
Esse é um post da noiva:
Quando eu era pequena uma vez meu pai deu um fogão à minha mãe no dia das mães e eu (um serzinho de uns 9 anos) fiquei com raiva pensando: isso lá é presente pra ela?
Pois é, mas bem estou eu aqui com 26 anos (quase nos 27) pensando em como ficaria muito feliz se ganhasse um fogão ou uma geladeira. Verdade seja dita. A gente passa meses (no nosso caso anos, porque para bancarmos tudo nos planejamos há quase 2 anos) sonhando com a decoração do casamento, os mimos e detalhes mais fúteis e lindos, mas tem uma hora que a realidade bate e ó...dói.
Gente, ninguém na vida merece descongelar geladeira antes de poder ir ao mercado porque ela está que nem no comercial da Consul. Muitas palmas a todas as mulheres que viveram na era pré-frost free, viu? Inclusive para essa noiva aqui que tá nela até agora. Ninguém merece cozinhar a la dona Nenê da Grande Família com duas bocas a menos no fogão. Ninguém merece ficar sem faxineira. Ninguém merece trabalhar todo carnaval, ano após ano. Ninguém merece não poder comprar roupas e sapatos quando os que se têm estão já no osso. Ninguém merece passar fins de semana separados pelo trabalho. Ninguém merece aceitar todo, qualquer e desgastante frila em nome de um dinheirinho extra. Ninguém merece ver o noivo dando plantão de 48 horas rotineiramente, como se fosse a coisa mais normal do mundo exigir de um ser humano que trabalhe, e salve vidas, sob tamanho cansaço.
Quando me perguntam hoje se eu quero que chegue logo o casamento que eu tanto sonhei eu penso: quero logo é que passe! Quero ficar livre do estresse de gerenciar sei lá quantos mil fornecedores, mas principalmente das contas e da privação que elas causam.
É tudo muito lindo, nós que escolhemos fazer a festa dos nossos sonhos, mas somos de carne e osso e, como não contamos com ajuda de ninguém, esses dois anos cansaram. Nos programamos para a essa altura, a três meses do casamento, estar com tudo quitado, e com tempo para nos dedicarmos aos nossos estudos. Fizemos nossos sacrifícios para que fosse assim.
Mas cadê, né? Muita coisa saiu de controle e ainda estamos aí na estafante tarefa de bancar o casamento dos nossos sonhos. Me corta o coração ver meu noivo faltar ao mestrado para pegar mais um dia de trabalho e juntar mais um dinheiro. Me dói mesmo. Principalmente, porque ele não reclama. Mas sei que ele queria, a essa altura da vida, ter o direito de se dedicar ao curso dele.
Quero logo nosso direito a descansarem lua de mel (not, né, porque pelo andar da carruagem, não teremos), quero ter uma casinha confortável, com uma cozinha que funcione para eu cozinhar para ele, limpa, mas sem ter que calejar minhas mãos e estragar minhas unhas. Quero de volta uma vida que podemos ter porque trabalhamos para isso.
Não me arrependo da nossa escolha e sei que o noivo também não. Fico orgulhosa do que conquistamos sozinhos. Muito! Mas não vamos negar que sim, estamos cansados. Estamos atrás de energia extra para aguentar esses três meses que faltam e principalmente o vencimento de muitos contratos que faltam. Que venha o casamento e que possamos começar, de fato, uma nova vida.
#prontofaleiparacaramba
Quando eu era pequena uma vez meu pai deu um fogão à minha mãe no dia das mães e eu (um serzinho de uns 9 anos) fiquei com raiva pensando: isso lá é presente pra ela?
Pois é, mas bem estou eu aqui com 26 anos (quase nos 27) pensando em como ficaria muito feliz se ganhasse um fogão ou uma geladeira. Verdade seja dita. A gente passa meses (no nosso caso anos, porque para bancarmos tudo nos planejamos há quase 2 anos) sonhando com a decoração do casamento, os mimos e detalhes mais fúteis e lindos, mas tem uma hora que a realidade bate e ó...dói.
Gente, ninguém na vida merece descongelar geladeira antes de poder ir ao mercado porque ela está que nem no comercial da Consul. Muitas palmas a todas as mulheres que viveram na era pré-frost free, viu? Inclusive para essa noiva aqui que tá nela até agora. Ninguém merece cozinhar a la dona Nenê da Grande Família com duas bocas a menos no fogão. Ninguém merece ficar sem faxineira. Ninguém merece trabalhar todo carnaval, ano após ano. Ninguém merece não poder comprar roupas e sapatos quando os que se têm estão já no osso. Ninguém merece passar fins de semana separados pelo trabalho. Ninguém merece aceitar todo, qualquer e desgastante frila em nome de um dinheirinho extra. Ninguém merece ver o noivo dando plantão de 48 horas rotineiramente, como se fosse a coisa mais normal do mundo exigir de um ser humano que trabalhe, e salve vidas, sob tamanho cansaço.
Quando me perguntam hoje se eu quero que chegue logo o casamento que eu tanto sonhei eu penso: quero logo é que passe! Quero ficar livre do estresse de gerenciar sei lá quantos mil fornecedores, mas principalmente das contas e da privação que elas causam.
É tudo muito lindo, nós que escolhemos fazer a festa dos nossos sonhos, mas somos de carne e osso e, como não contamos com ajuda de ninguém, esses dois anos cansaram. Nos programamos para a essa altura, a três meses do casamento, estar com tudo quitado, e com tempo para nos dedicarmos aos nossos estudos. Fizemos nossos sacrifícios para que fosse assim.
Mas cadê, né? Muita coisa saiu de controle e ainda estamos aí na estafante tarefa de bancar o casamento dos nossos sonhos. Me corta o coração ver meu noivo faltar ao mestrado para pegar mais um dia de trabalho e juntar mais um dinheiro. Me dói mesmo. Principalmente, porque ele não reclama. Mas sei que ele queria, a essa altura da vida, ter o direito de se dedicar ao curso dele.
Quero logo nosso direito a descansar
Não me arrependo da nossa escolha e sei que o noivo também não. Fico orgulhosa do que conquistamos sozinhos. Muito! Mas não vamos negar que sim, estamos cansados. Estamos atrás de energia extra para aguentar esses três meses que faltam e principalmente o vencimento de muitos contratos que faltam. Que venha o casamento e que possamos começar, de fato, uma nova vida.
#prontofaleiparacaramba
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