Ô gente, casar esclerosa? Porque assim, esquecemos total de contar pra vocês que nossas daminhas fofas saíram na Noivas Rio de Janeiro desse mês. Elas estão na seção de Pelas festas e o tema era cachinhos.
Eu adorei a foto que eles escolheram, da Ana Clara puxando o cabelinho da Sabrina. E adorei ver na revista as duas com essas carinhas sapecas e seus cachinhos. Desde o começo decidimos que elas usariam o cabelo natural e achamos que ficou bem legal.
As meninas à direita, no meio. A foto ficou cortada porque a revista
é muito grossa pra ser escaneada
Como vocês sempre perguntam, então vamos lá: os vestidinhos das meninas foram feitos por uma costureira de Cabo Frio e o modelo desenhado pela estilista da Casa Pinto Tecidos, no Centro, onde também compramos o tecido. O arranjo de cabelo compramos na Monsoon de Londres (um amigo de uma amiga trouxe) e elas usaram meia-calça branca e sapatinhos brancos próprios.
Aproveitando o post, vamos relembrar como foi o convite delas: o da Ana Clara aqui e o da Sabrina aqui.
Conhecemos a Michele pela internet, através do Capitu. Na época ela já era super amiga da Aline, que a tinha trabalhado com a Jackie. E como todas nós nos casaríamos no mesmo ano e no mesmo local, as conversas se avolumaram e a amizade chegou.
Se no começo falávamos apenas de decoração, vestidos, músicas, com o tempo passamos a dividir alegrias e também tristezas. Viramos amigas de verdade. Virtuais, reais. Amigas. Por isso, a felicidade de ver o casamento da Michele se concretizar foi enorme.
Estávamos lá naquela atmosfera mágica criada por ela e pelo Rafa, cercados de objetos com significado para eles. Naquele dia 6 de setembro de 2010 a Casa de Santa Teresa tinha um ar diferente, próprio, eu diria até mesmo etéreo. Nem vamos nos derreter em elogios à decoração aqui, porque não precisa. Basta que vocês vejam as fotos para constatar como estava tudo perfeito. O que vale dizer aqui é que quem esteve lá sentiu-se aconchegado por esse casal que se ama muito, que se respeita muito e que é muito companheiro. Como dá gosto ver os dois crescendo juntos! E, claro, sempre abençoados pelas avós dos dois. Uma aqui em SP, outra no céu.
Com vocês, o Casamento de Capitu!
Como você descobriu a Casa de Santa Teresa?
Logo assim que o Rafa me pediu em casamento, nossa intenção era casar na Hípica de Guaratinguetá (SP), que é a cidade onde ele nasceu. Os meus parentes e amigos vivem no Rio de Janeiro, e os dele vivem divididos entre Guaratinguetá, Caraguatatuba e SP. Casando em Guaratinguetá o casamento seria no meio do caminho pra quase todo mundo.Só que, na época, eu tinha uma mania terrível de fuçar o Orkut alheio, e nessa descobri que um amigo da família dele (Rodrigo) tinha casado em lugar maravilhoso no Rio de Janeiro com vista pro Pão de Açúcar. Pirei na mesma hora, mostrei as fotos pro Rafa e ficamos loucos com aquele lugar. Só que nenhum de nós dois tinha a menor intimidade com o Rodrigo (ou com a Simone, a noiva), pra perguntar onde tinha sido. Então, meio que deixamos pra lá e tentamos descobrir por nós mesmos, com a ajuda do Google. Sem sucesso.Sem querer achei um blog de noiva (da Gabi, que já saiu aqui nessa mesma seção), e ela tinha casado no mesmo lugar. Comecei a mandar emails pra ela perguntando várias coisas, inclusive, claro, sobre a casa! Depois de dezenas de emails descobri que a Gabi é filha de um engenheiro (que eu adoro!!!) que trabalhava sentado ao meu lado todos os dias!!! Muita coincidência! Foi aí que decidimos que só poderia ser lá. Era um sinal.
Conte como foi a sua primeira visita e a do seu noivo à casa.
Depois que a Gabi me deu o contato liguei na mesma hora pra marcar uma visita à casa. Nessa época o Rafael já estava morando em SP, então eu fui sozinha. Era o primeiro lugar que eu visitava, e eu já amei assim de cara. Porque, de verdade, não tem como não amar aquele lugar...Como estava sozinha, tirei bastante fotos e mandei pra ele, que amou assim de cara também e topou fechar, mesmo sem conhecer pessoalmente. Nenhum dos dois teve dúvidas de que tinha que ser alí. Escolhemos a data e fechamos a reserva na semana seguinte, mesmo sem conhecer nenhum outro lugar!Depois disso minha sogra ainda me levou pra ver alguns 3 ou 4 lugares em SP, sem saber que a gente já tinha fechado a Casa de Santa Teresa. Eu topei porque queria que ela se sentisse útil e feliz. Mas não dei a menor importância pra nenhum daqueles lugares, porque dentro de mim eu já sabia que o lugar do nosso casamento já estava definido (e fechado!).
Você sempre sonhou se casar de dia e em um jardim? Mudou algo em seus planos por causa do local?
Eu sempre quis casar em um jardim. Sempre quis casar à tarde. Sempre quis que estivessem presentes as pessoas mais importantes na nossa vida, e só. Por isso fiquei louca quando descobri a Casa de Santa Teresa.Não mudamos nada por conta do local. Muito pelo contrário, encontrar a casa foi mais um incentivo pra fazer tudo da maneira que eu sempre sonhei. Eu nunca quis um “casamento balada” e também nunca fiz questão de me casar na igreja. O Rafa também nunca soube muito bem o que queria, então me deixou muito à vontade pra escolher a maneira de fazermos as coisas.
Quais foram suas inspirações para a decoração?
Primeiro de tudo: nossas avós. Queríamos que nosso casamento fosse uma homenagem à elas. E tudo, não só a decoração, foi feito da maneira que nós sabíamos que elas gostariam que fosse. Usei um relicário com fotos delas, as reservas de mesa eram com os nomes delas, meu sapato era da cor preferida da minha avó Izabel, as rosas amarelas também eram as preferidas dela, e as alianças foram levadas pela avó Teresa... Tudo foi pensando nelas! Depois foi a minha paixão por Machado de Assis. Lí todos os livros, conheço todas as histórias. Sou completamente apixonada pela Capitolina e pelo louco do Bentinho, e queria que nosso casamento tivesse referências não só ao Machado, mas à essa história em especial.Tivemos todas as minhas coleções de livros do Machado presentes na decoração (mais de 60 livros), uma escrivaninha que gosto de chamar de “escrivaninha do Machado” e passarinhos espalhados tanto na decoração quanto impressos na papelaria (porque acho que pássaros tem tudo a ver com o espírito da Capitu e com nós dois).
Você planejou algum detalhe diferente?
Planejei vários detalhes (risos). Planejei servir um caldinho antes da cerimônia pra não matar de fome os convidados (principalmente as mulheres) que levam horas pra se arrumar e não comem direito antes de um casamento. Pelo que eu fiquei sabendo deu certo. Também planejei servir um welcome drink (um drinque feito de espumante com suco de laranja) à todos os convidados que fossem chegando à casa. Até hoje não sei se funcionou. Mas como já perguntei à várias pessoas e ninguém sabe me dizer, acho que não teve, não. Chato isso porque eu queria muito fazer, mas ok.A decoração, principalmente, teve vários projetos especiais. Alguns funcionaram super bem, outros não. Mas o melhor é que, como os convidados não sabiam, ninguém sentiu falta. Planejei decorar o caminho até o altar com cataventos de papel de scrapbooking, no lugar das flores, mas como seria difícil transportá-los prontos até o RJ, deixei pra fazer na semana anterior. Mas quem disse que eu tive tempo? O caminho até o altar teve flores mesmo, e só. Também colocamos música mecânica na cerimônia, apesar de muita gente ter torcido o nariz quanto contamos que seria assim. Mas queríamos as nossas músicas preferidas, e queríamos que os intérpretes das versões que mais gostamos estivessem cantando. E assim foi. Nossa, planejamos várias coisas! E coloquei a mão da massa pra fazer tudo, comprei tudo o que usamos, misturamos com peças da minha casa, só alugamos os móveis e as velas do piso do lounge. Fiz os convites, o site, os caminhos de mesa, sousplats, latinhas até cortar os tecidos dos bem-casados, tudo! Nossa casamento foi nosso mesmo!!
Quantos convidados você teve e quantos presentes? Teve dificuldades com a lista?
A parte mais chata do casamento, definitivamente, é a lista de convidados! No nosso caso, então, foi um martírio.... A família do noivo é enorme e os amigos somam centenas! E desde o início a gente só queria 150 pessoas. Só que a lista do Rafa já tinha 170 assim de cara. Tivemos que ir cortando várias pessoas, mesmo contra a vontade dos pais dele.Depois de muitos cortes, chegamos a 200 convidados. Planejamos tudo para 150, imaginando os faltosos, já que a maior parte dos convidados eram de SP. Na semana do casamento soubemos que muita gente não poderia ir, então fechamos buffet e casa para 120 pessoas. Tivemos exatamente 100 pessoas no dia. Perfeito! Comida, doces e bebidas foram fartos (até hoje ouvimos muitos elogios!), e ao olhar para os lados, tudo o que a gente conseguia enxergar era pessoas que amamos muito e que nos fizeram imensamente felizes por estarem alí. O melhor de tudo foi conseguir abraçar e beijar todos eles!
Quem foi o decorador? Ficou como você esperava?
Eu. Você tem dúvida que ficou como eu queria? Enquanto uma coisa não ficava do meu jeito eu não sossegava! Completamente paranóica!
Do que você mais gostou em seu casamento?
O que mais gostei foi que todos perceberam que a festa era das nossas avós.
Alguma coisa saiu diferente do planejado?
A cerimônia estava planejada para acontecer na grama, mas choveu. Não foi um chuvão, mas choveu. Estava tudo pronto na grama antes da chuva e eu já estava na casa. Mas, como muitos convidados se atrasaram por causa do trânsito, a chuva chegou na frente e a cerimonislista precisou reorganizar a cerimônia na parte coberta.
Mas, tudo bem, pra mim não fez a menor diferença porque eu sempre contei com essa possibilidade. Na verdade, eu sempre esperei que chovesse, justamente pra não me decepcionar. Se estive um dia ensolarado seria uma surpresa. Foi apenas um detalhe sem importância no meio de vários outros detalhes que deram super certo!
Quais foram seus "achados"?
Tantos... O primeiro de todos: a equipe de foto e vídeo: Aline Machado, Roberta Serrano (segunda fotógrafa) e Vinícius Martins (da 3+1 Filmes)! Super carinhosos, atenciosos, sorridentes e discretos. A gente sentia neles uma energia muito boa. E era isso o que a gente precisava por perto naquele momento. Ficavam atentos à tudo, todos os detalhes, e a gente só percebia que eles estavam por alí porque também ficamos super atentos, porque eles faziam questão de não nos incomodar. Já no making of me senti muito à vontade com todos eles. A Roberta sorria o tempo todo, contagiava tudo! E a Aline e o Vinícius eram super calmos, seguros, e passavam isso pra gente. Não trocaria nenhum deles!Segundo: o buffet Delícias de Campos. A Ana Paula foi tão bacana com a gente o tempo todo! A comida era maravilhosa e o serviço impecável. Ela deixou um garçom atrás da gente o tempo inteiro. E ele toda hora perguntava se precisávamos de alguma coisa, trazia bebidas (e intercalava entre alcóolicas e não alcoólicas), nos lembrava que precisávamos comer direito, beber água, um fofo aquele rapaz!O vestido foi um caso à parte... eu sabia 3 coisas sobre ele: tinha que ser no joelho, tinha que ter point d’esprit, e tinha que ter um decote bonito nas costas. A Carol Hungria pegou tudo isso e trasnformou no vestido dos meus sonhos. Foi divina! Não palpitei muito em nada, deixei quase tudo por conta dela, porque percebi que ela me entendeu já no primeiro encontro.
Faria alguma coisa diferente?
Teria tirado uma única pessoa do processo todo. Não pelo trabalho (que foi impecável), mas por outras razões. Prefiro não citar nomes mas, enfim, é um grande arrependimento.Também teria convidados algumas pessoas que infelizmente ficaram de fora. Deixamos de convidá-las pra convidar pessoas que considerávamos grandes amigos, e a maioria nem se deu ao trabalho de confirmar ou não a presença. Enfim...Talvez, apenas talvez, teria contratado uma assessoria pra me ajudar com contratos de fornecedores durante o planejamento, porque isso é uma coisa que ocupa muito tempo, e a gente às vezes se enrola um pouco com os pagamentos. Mas, como fomos bastante organizados, fizemos dezenas de planilhas e seguimos todas à risca, não sentimos tanta falta desse serviço.O que não quer dizer que ele não seja importante! Acho que se tivéssemos contratado, teríamos tido muito mais tempo livre e menos dor de cabeça com alguns contratempos. Mas, no final deu tudo certo. E a sensação de que fomos nós os responsáveis por fazer tudo isso acontecer, literalmente, é muito boa!
Que dica você dá para quem vai se casar na Casa de Santa Teresa?
Não se preocupe com a chuva. É uma grande bobagem! A casa é linda, a vista é linda, mesmo com chuva! E se for casar no inverno, e puder, é legal oferecer pashiminas para as convidadas porque lá venta, e venta gelado! Também é bom deixar repelente à vista nos banheiros e tochas de citronela no jardim. Durante a tarde aparecem uns pernilongos chatinhos demais, e é bom estar preparados! Coisa absolutamente normal em uma casa no alto e com jardim, e nada que não se resolva com essa medidas preventivas, mas é muito bom poder oferecer conforto às pessoas que a gente ama.
Ficha técnica
Local: Casa de Santa Teresa, Rio Celebrante: Lilah Wildhagen Cerimonial p/ dia: Sonia Leote Desenvolvimento da papelaria: Michele Navega (noiva) Site: Michele Navega (noiva) Convites: Michele Navega (noiva) Menus: Michele Navega (noiva) Numeração de mesas: Michele Navega (noiva) Cartões de reserva: Michele Navega (noiva) Cartões de Agradecimento: Michele Navega (noiva) Gráfica: Compulaser Gráfica Projeto de decoração e planejamento: Michele Navega Execução no dia e projeto floral: Janete Pimenta Mobiliário: Mineirart e Portal do Oriente Louças: Michele Navega Vidros: Michele Navega Tecidos: Michele Navega (com exceção dos guardanapos, da Mesalinho) Velas: Michele Navega e Candle Design Xícaras de café: A Festa é Nossa Sousplats de rattan: Mineirart Sousplats forrados de tecido: Michele Navega Demais objetos de decoração: Michele Navega Iluminação: Casa de Santa Teresa Latinhas: Michele Navega (de "mint to be" recheadas com laranjinha açucarada). Trouxinhas de amêndoas: Michele Navega Vestido: Carol Hungria Arranjo de cabela: Acessorize e Maria Filó (compramos um da Mignonne Handmade, mas mudei de idéia na semana anterior) Brinco e anel: Lisht Sapato: Di Fiori Bouquet: Uma única rosa amarela Make up & hair: Luis Armando Ayres Traje do noivo: TNG Tênis do noivo: Broxton Boutonièrres: Pomp and Plumage Traje dos Padrinhos: Ternos risca de giz, grafite
Música da cerimônia e pista:Dj Cyro Buffet:Delícias de Campos Uísques:Red Label (free shop)
Open bar de caipirinhas:Delícias de Campos Prosecco: Salton Brut Torre de cupcakes:Bem Sacados
Doces Tradicionais:Louzieh
Doces Conventuais:Barriga de Freira
Chocolates:Le Chocolat Minitarteletes:Beliskets (cheesecake com geléia de amora, tartelete de limão siciliano e mousse de chocolate belga com praliné de nozes) Minibrownies:Beliskets
Macarons:Rafaela Panisset
Bem-Casados:Conceição Bem-Casados
Café:Nespresso (noiva) Fotografia Vídeo: 3+1 Filmes Noite de Núpcias:Santa Teresa Hotel
Mini lua de mel:Paraty Listas de Presentes:Ponto Frio, Spicy, TokStok, Camicado.
O casamento da Tamara e do Marcelo aconteceu em 25 de setembro e é um dos mais autênticos que já vimos. O casal decidiu ter uma celebração íntima e que refletisse seu estilo de vida. Para isso, em quase 20 meses de preparativos, meteram a mão na massa e produziram muitos (muitos mesmo!) itens do casamento, convidaram dois amigos para celebrar a união em vez de um pastor, padre ou juiz e prepararam delicados detalhes de atenção a cada convidado. O resultado foi que conseguiram dar à CST o clima de casa que desejavam e um dia inesquecível como buscavam.
Como você descobriu a CST?
Pelo casamento da Carol Souza Lima. O blog dela foi um dos primeiros que eu descobri sobre casamento e não deu pra não me apaixonar.
Como foi a sua primeira visita e a do seu noivo à casa?
A CST foi a primeira casa que nós visitamos porque ela reunia muita coisa que nós buscávamos: a localização perto de casa e dos nossos amigos, o clima bem carioca e relax, a cara de casa da gente. Nós dois temos famílias grandes e eu queria uma festa com clima de amoço de domingo, bem íntimo e pessoal. Depois da CST, visitamos outros locais com vista para o Rio: outra casa em Sta, o forte da Urca. Mas as condições da CST, com toda a estrutura incluída, falou mais alto.
Você sempre sonhou se casar de dia e em um jardim? Mudou algo em seus planos por causa do local?
Eu nunca sonhei casar. Nem cheguei a planejar isso mas, em uma altura do relacionamento, nós achamos que seria legal dar esse passo. Eu também quis dar essa alegria ao meu avô, entrar com ele na cerimônia. Daí a decisão de fazer a festa.
Mas queríamos que a festa fosse como a gente, do nosso jeito. Um caixote decorado com flores e luzes não teria nada a ver comigo e o noivo. Um baladão entrando pela madrugada também não. Nós quisemos fazer uma festa bem família, solar, reunindo os amigos com conforto e simplicidade.Quando defini como seria a festa, a única coisa que teve que mudar foi o aproveitamento do gramado. Eu pretendia colocar chaises e ombrelones, mas a CST não permite esse uso. Foi uma pequena frustração.
Quais foram suas inspirações para a decoração?
O blog Vestida de Noiva foi uma das referências mais importantes, assim como alguns trabalhos da decoradora Janete Pimenta. Mas a inspiração maior foi justamente valorizar o que é mais importante pra gente (os noivos): a simplicidade.
A decoração então foi se construindo aos poucos. As cores vieram logo no começo: as pouco comuns, na época, azul e vermelho. Fui achar em São Paulo tecidos que conjugassem essas cores com o clima delicado que eu buscava. Depois de ver muitas ideias na Internet, encontrei uns cachepots vintage azuis com rosas decoradas em uma viagem à Argentina que deram o tom de todo o resto. Daí veio a coragem de usar minha louça, vários objetos pessoais e comprar um monte de itens de porcelana para a festa! Além de ter passado horas e horas fazendo detalhezinhos com tecido como as forminhas de doces, caixas revestidas, quadrinhos de bastidor.
Outra ideia que aproveitamos foi a de "juntar trapinhos" e usar patchwork. Eu já gostava dessa mistura e a Janete Pimenta deu força em um email que trocamos. Isso me deu segurança para investir em várias estampas e muitos tecidos com tons repetidos. Tive painéis de patchwork na festa que em breve vão decorar meu quarto em casa e os mesmos tecidos foram usados para revestir almofadas, pufes, fazer centros de mesa e outros detalhes.
Você planejou algum detalhe diferente?
Creio que não teve nada de realmente inovador, mas usamos ideias pouco adotadas, como servir sorvete Itália na chegada dos convidados, terminar a festa com biscoito Globo e algodão doce azul. A ideia é que as pessoas se sentissem cuidadas e funcionou. Na decoração, usar peças da família foi um risco que nós assumimos, mas deu muito certo também.
Quantos convidados você teve?
Foram 150 pessoas, convidamos 213.
Quem foi o decorador? Ficou como você esperava?
A Lanna Correa foi a decoradora e a responsável pela parte floral. Ela trabalhou dentro da minha expectativa. Tivemos muitos arranjos plantados, como eu pedi e outra pequena frustração foi não ter conseguido usar amores-perfeitos, mas não ofuscou nada. No dia da festa, a Lanna e equipe também montaram a festa exatamente como combinamos, o que me deixou muito feliz.
Do que você mais gostou em seu casamento?
De casar com o meu amor diante das pessoas que eu mais amo! Eu gostei de tudo: do clima, da decor, da cerimônia com a nossa cara (dois grandes amigos celebraram a união). Antes da festa, eu sonhava com os docinhos e chocolates, as comidinhas, as bebidas que escolhemos para a festa. No dia foi tudo muito corrido, mas deu pra curtir bastante.
Alguma coisa saiu diferente do planejado?
Uma das músicas da cerimônia, a da entrada do noivo, não foi tocada e isso me deixou muito triste porque a escolha foi super difícil pra gente. Acho que eu fui ao casamento preparada para relevar pequenos problemas que eu encontrasse e não me incomodei mesmo no dia. Mas isso me deixou muito chateada.
Também comprei luzinhas (dessas de Natal) para fazer um "teto" assim, mas não deu certo. Umas falharam e a quantidade foi pequena para fazer um efeito legal.
Quais foram seus "achados"?
Os melhores achados foram os fornecedores que não deram problema: simplesmente cumpriram o combinado, dentro dos prazos, mas não dá para citar porque são muitos. Por outro lado, alguns seguem na minha vida de um jeito ou de outro: a Le Chocolat, que certamente estará em toda festa que eu fizer pelo resto da minha vida; a Sweet Dreams Brigadeiros, que adoça a minha vida de vez em quando; a Aline Machado e a Camilla Mello, que me fizeram muito feliz e que eu continuo a acompanhar pela Internet. A Camilla chegou a deixar a filhota bebê em casa para fotografar minha cerimônia!!! Eu nunca vou esquecer isso.
Faria alguma coisa diferente?
Eu trocaria alguns fornecedores, mas não faria diferente. Para mim, naquele dia, foi tudo perfeito.
Que dica você dá para quem vai se casar na CST?
Que sinta o clima e aproveite a mágica. Na véspera do casamento, fui à CST entregar objetos e doces com a minha mãe e minha enteada. Com as luzes semi-apagadas, o espaço praticamente vazio, eu senti uma energia que explica um pouco o clima das festas de lá. A CST tem o mérito de receber qualquer tipo de festa, não tem nada encaixotado. Então, para quem planeja se casar lá, minha dica é aproveitar isso e pensar bem em como é a SUA festa dos sonhos, o que faria seu dia (ou tarde, ou noite) ser perfeito. A Casa combina com casamentos pessoais, "customizados".
Ficha técnica
Cerimônia civil: Cartório do Catete
Local para recepção: Casa de Sta Teresa
Buffet: Mr Gula
Lista de presentes: Icasei e Tok Stok
Buquê da noiva e madrinhas: Helena Noivas
Maquiagem/cabelo: Gustavo Monteiro/Giles Vestido da noiva: Avec Elegance
Roupa do noivo: Dartigny
Sapato do noivo: All Star
Transporte: Record's Vip
Música: Sound Factory
Fotografia: Aline Machado
Filmagem: Gabriel Correa e Castro
Documentário: Cristiano
Alianças: Carina Joias - modelo personalizado
Carro da noiva: Fusca de um amigo
Animação: Radikal Kids
Sorvete: Sorvete Itália
Bolo: Dona Geralda
Doces: Louzieh, Dona Graça, Sweet Dreams
Chocolates: Cia Chocolata e Le Chocolat
Bebidas: Vodka Absolut, Vodca Smirnoff, Whisky Johnny Walker Red Label, Espumante Panizzon
Bem-Casados: Debora Torres
Cerimonial: Sonia Leote
Algodão doce: José Carlos (2772-8871/8689-8164)
Maçãs do amor: José Carlos (2772-8871/8689-8164)
Lua de mel: San Andres e Cartagena
Agência de turismo: Dauro Motta
Designer da papelaria: Rafael Sharuto Lobo
Continuando a sessão acessórios, os esperados convites!
Eles ficaram assim por fora. Branquinhos, com nosso monograma em relevo seco. A faixa de renda e o laço de fita de cetim nós fizemos todos. Um a um.
A faixa de renda compramos na Caçula, no centro do Rio. Custou R$ 28 reais cada carretel, com muitos metros. Para todos os convites gastamos apenas um carretel. A fita de cetim compramos no mesmo local. A espessura é a 3. A cor é creme, tanto da fita quanto da renda. Completando tem um strass, que compramos no Palácio dos Cristais, também no centro do Rio.
Nessa foto nossas alianças estão no canto direito superior.
E por dentro, ele era assim. Cor ouro velho, texto clássico, fonte Linoscript como toda nossa papelaria. E nossa identidade visual ali embaixo. E a frase que abre o convite: You may say I´m a dreamer but I´m not the only one.
Abaixo, nossas alianças, sobre o convite.
E esse livro lindo é o caderno de memórias Casar. Ele também aparece no vídeo, lembram?
Mais uma:
Olhem aí o sapato número 2. Ele foi comprado na Richa´s, no Centro do Rio. Também era dourado e super usável pós-casamento. E essa foto ficou com uma luz linda, não? Arrazo!
A noiva adora laços!
Tem mais seção acessórios amanhã, com a história da caixinha de música e o buquet!