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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Quer sua lua de mel em Paris? Pergunte-nos como!


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Desde janeiro de 2012 todos os posts de viagem estão no Viaje Sim.




Este será nosso último post onde poderemos dizer: nos casamos ano que vem! Quando voltarmos a postar, já será 2010, o ano do nosso casamento! Por isso, o post é bem especial. Deu um trabalhão fazê-lo e esperamos que seja útil e que vocês gostem.

Desde que postamos aqui no blog e no Orkut sobre nossa viagem à Europa recebemos um montão de e-mails e recadinhos pedindo dicas de como realizar este sonho. A maioria das perguntas é sobre como ir por conta própria, sem agência, e sobre os gastos. Muita gente sonha com a viagem e quer saber se conseguirá realizá-la sem estourar su orçamento e sem perrengues. Como amamos nossa viagem e gostamos de ver todos realizando seus sonhos, vamos dar aqui nossas dicas.

Nós viajamos por 18 dias e 16 noites, passando por Portugal (Lisboa), Inglaterra (Londres e Liverpool) e Paris. Mas vamos nos concentrar aqui em Paris, pois é sobre ela que mais nos perguntam e porque achamos mesmo um destino ideal para lua de mel. Não que Londres ou Lisboa não sejam, mas sem dúvida se tivéssemos que escolher uma cidade apenas para indicar a casais apaixonados seria Paris.


Estilo

Primeiro, vamos informar vocês sobre nosso estilo. Nós preferimos ficar um bom tempo em poucas cidades e conhecê-las bem a ver mais cidades de forma mais rápida. É o nosso gosto. Do mesmo modo, gostamos muito de museus e programas culturais, por isso reservamos 11 dias inteiros apenas para Paris, pois a cidade possui mais de 70 museus, sem contar outras atrações como a Torre, sua bela arquiteura, excelentes restaurantes e infinitas opções de compras. Outra coisa que fazemos questão é comer bem e provar todas as comidas típicas do local visitado, por isso sempre incluímos em nosso orçamento gastos para almoços e jantares. Sendo assim, nossas dicas são baseadas nesse tipo de viagem. Levem isso em conta, se não gostarem de museus, por exemplo, ou se costumam fazer apenas pequenos lanches. Certamente isso será uma economia. Por outro lado, não somos de comprar muita coisa, a não ser lembranças. Então não reservamos muito tempo e dinheiro para compras.






Também queremos deixar claro que não fizemos uma viagem de luxo. Em Paris há coisas belíssimas e caras. Não fomos a restaurantes de chef, por exemplo. Mas também não nos privamos de nada. Especialmente de atrações. Fomos a todos os museus e atrações que quisemos, passeamos de barco. Provamos pratos franceses, suíços e gregos, em restaurantes charmosos e bons, mas sem luxos. Adoramos nossa viagem e esperamos que cada um consiga fazer a sua do jeito que sonha.

Agência ou não?
O primeiro ponto a decidir é usar ou não uma agência de viagem. Nós nunca viajamos por agências. Não temos nada contra elas. No entanto, conseguimos melhores preços por nossa conta, falamos as línguas dos países para onde íamos e dedicamos um bom tempo antes da viagem ao planejamento. Sendo assim, não foi necessário o auxílio de um profissional. Se o seu perfil não é esse, se é sua primeira viagem ao exterior e vocês não falam o idioma local, talvez seja mais seguro contratar um pacote.

De qualquer modo nunca se esqueçam. Se vocês vão à Europa é obrigatória a contratação de um seguro de viagem, a Carta Shengen. Sem ele, vocês não serão liberados pela imigração para entrar no continente. E contratando o seguro, vocês poderão ficar tranquilos em caso de algum acidente, pois ele cobre gastos médicos. O seguro custa entre R$ 150 e R$ 300 e pode ser comprado em agências de viagem. Sem dúvida viajar sem ele é uma economia que não vale a pena.

Modo de fazer
Se vocês planejam viajar no próximo ano a primeira coisa a fazer é ir ao seu banco e checar o programa de milhagens do seu cartão. Veja qual é a taxa de conversão para milhas. Há cartões em que cada R$ 1 gasto dá direito a um ponto que pode ser trocado por 1 milha; outros em que é preciso gastar US$1, e outros em que é preciso mais. Solicite um cartão com uma boa taxa de troca. E vocês não precisam ser consumistas para acumular pontos. Se vocês vão se casar e estão montando casa, comprem tudo no cartão. Tentem pagar o vestido, o buffet, qualquer coisa no cartão. Não aumentem seus gastos, apenas passem a colocá-los no cartão. Se vocês já iam gastar mesmo, melhor que recebam algo em troca, não? Pois com um cartão em que seja possível trocar pontos por milhas, suas passagens de lua de mel podem sair de graça.

Nós conseguimos pagar o vestido da noiva e outras coisitas assim e usamos o cartão para as compras no mercado, almoço, tudo tudo tudo. Ainda faltam oito meses para nosso casamento e já conseguimos passagens de ida e volta para os dois para qualquer destino na América do Sul. Até agosto a meta é garantir passagens para a Europa. Outra vantagem é que comprando as passagens para a Europa em nossos cartões, ganhamos de graça a Carta Shengen. Foi uma boa economia.

Orçamento e preços





Para quem nos pergunta quanto no mínimo precisa-se para uma viagem a Paris, damos a seguinte idéia para uma viagem confortável de lua de mel. Precisa-se das passagens + hotel + passe de museus + 100 euros por dia pro casal. Isso dá conta de dormir bem, fazer todos os passeios, comer bem e ainda comprar lembrancinhas.

Hoje, em uma boa promoção, consegue-se pagar até R$ 1.700 ida e volta por pessoa nas passagens. Fiquem de olho!

Para o hotel, reservem 150 euros por diária para casal com café da manhã. Com antecedência é possível conseguir um Ibis Tour Eiffel por 90 euros (sem café). O nosso custou 80 euros com café, mas é muito simples e só indicamos para lua de mel se vocês realmente quiserem economizar. Leia mais na parte de hotéis.

O passe de museus (leia mais em museus) custa 64 euros para 6 dias, 48 euros para 4 dias e 32 euros para 2 dias, por pessoa.

Para uma idéia de preços de comida (leia mais em comida), um crepe (a comida mais comum, é bem grande, não é igual ao que temos aqui no Brasil) custa em média 5 euros (entre 2 e 7 euros); há refeições em restaurantes simples com entrada + prato principal + sobremesa desde em média por 13 euros; uma fondue completa custa 16 euros; o vinho da casa custa em média 3 euros; o lanche gigante do McDonalds custa 6 euros; um jantar com entrada + prato principal + sobremesa + garrafa de vinho + água para duas pessoas custa cerca de 65 euros no restaurante Pied du Cochon, um dos mais tradicionais da cidade. O caro em Paris é a bebida, não a comida. Um refrigerante de 500 ml custa entre 3 e 5 euros na rua. Uma garrafa de água no restaurante, em média 5 euros. Comparando a refeições completas por até 10 euros, é caro não?

As lembrancinhas custam em média 2 euros (um ímã); 5 euros (uma caneca); e 8 euros uma caxinha de música.

Segredo

Há um ditado entre os turistas brasileiros que vão à países com câmbio desfavorável para nós: quem converte, não se diverte. E isso é verdade. Se vocês ficarem calculando quanto gastam convertendo para reais, certamente acharão tudo caro. Nosso segredo foi este: estabelecemos uma meta diária em euros e gastávamos dentro disso. Com 100 euros por dia, você julga se um jantar por 60 euros é caro ou não, se aquela lembrancinha vale a pena ou está cara. É mais relaxante assim.

Passagens

A primeira coisa a se comprar são as passagens. Anotem esta dica: Melhores destinos. Este site é incrível. Noticia as promoções de companhias aéreas e operadoras de turismo antes de começarem. Isso mesmo. Vocês ficam sabendo com antecedência de dias quando haverá uma promoção e todos os detalhes. Nós assinamos o Twitter deles e assim não perdemos nada.

O site é muito útil para quem quer esperar promoções para viajar. Já se vocês desejam ir em uma época específica, caso de quem vai em lua de mel, devem entrar nos sites de todas as companhias e no Decolar e Submarino Viagens. Sempre há bons preços.

Se vocês vão pela Tap ou Air France poderão visitar outras cidade sem gastar uma passagem a mais. É que essas companhias permitem que vocês fiquem alguns dias em sua escala. No nosso caso ficamos uma noite em Lisboa, que era nossa escala.





Hotéis

Em Paris achamos que o melhor bairro para se hospedar em uma lua de mel sem luxos é Saint Michel, que fica no 5º arrondissement (o nome dado às divisões da cidade). Os outros arrondissements no centro da cidade e que são bons locais para ficar são a Ile de la Cité e a ile Saint Louis (onde a cidade teve início e onde está Notre Dame); Marais (um charme de bairro); Les Halles (um shopping lindo); Tuileries; St Germain-des-prés; Quartier Latin (onde fica Saint Michel); Jardin des Plantes; Luxembourg; Montparnasse; Invalides e Tour Eiffel; Chaillot; Ópera (parte chiquérrima da cidade); e Champs-Elysées. O único onde não se deve ficar é Montmartre. Além de mais distante da cidade, é uma área perigosa, nada indicada para turistas.

A cidade é muito bem ligada por metrô e há atrações em todas as áreas que citamos, então qualquer uma delas é uma boa localização. Em Saint Michel fica-se perto da Ile, do Louvre e do Jardin du Luxembourg. O bairro tem vida noturna, muitos hotéis e restaurantes a preços acessíveis. Por isso achamos excelente para turistas com um orçamento limitado. Se vocês puderem gastar mais, prefiram as áreas nobres, como a Ópera.

Para encontrar um hotel, sempre peça uma recomendação a alguém que você conhece. Afinal, como saber se quem escreve numa página de internet tem o mesmo padrão que vocês, não? O melhor é perguntar a algum amigo que tenha visitado a cidade e de quem vocês conheçam os hábitos. Nós ficamos na Rue du Sommerard, em um hotel chamado Marignan. O quarto é simples como os da rede Ibis, com duas camas, um armário aberto, mesa de computador e uma TV pequena. O serviço no entanto é de hostel: ou seja, nada de serviço de quarto nem de regalias. Além disso, não há elevadores, mas isso é comum em Paris (perguntem sempre) porque os prédios são antigos. Por outro lado, há vantagens como lavanderia de graça - e depois de uma semana viajando foi super útil – e internet wifi gratuita. Mas achamos que para uma lua de mel merece-se mais. De todo modo o hotel é muito bem localizado e limpo (o que é sempre nosso maior medo). E tem preço excelente em relação aos outros hotéis da cidade, caríssimos. Nós pagamos 80 euros com café da manhã e ganhamos uma noite grátis, por ficar 10. Além disso, reservamos bem pertinho da viagem. Com antecedência sempre se consegue melhores preços. Para ter uma margem boa, reservem pelo menos 150 euros para o hotel. Com antecedência é possível conseguir um Ibis (sem café da manhã) por 90 euros. Na Rue du Sommerard há um hotel da rede Best Western muito legal, o Jardin du Cluny. Chequem o site.

Se vocês têm muito dinheiro, podem ficar no Plaza Athénée, o mais famoso de Paris.

Se vocês não tiverem recomendação de ninguém conhecido, chequem sempre as referências do hotel em questão no site Trip Advisor. Por lá, os viajantes contam suas experiências e dão notas. É sempre uma boa referência. Procure o hotel no mapa de Paris e veja se fica em um dos arrondissements citados. Não vale a pena ficar longe da área central, pois vocês perderão tempo se locomovendo e pagarão mais caro no metrô (veja transporte).

Se vocês forem a Londres, procurem a rede Shaftesbury. Ficamos num 4 estrelas na Sussex Gardens, em Paddington. Maravilhoso.

Em Lisboa, o hotel é o Florida. Um hotel Boutique lindinho, 4 estrelas também, e bem no centro da cidade, com ótimo preço.






Transporte
Em Paris o melhor é andar a pé ou de metrô. A pé porque é tudo lindo e de metrô porque há uma estação a cada esquina - mesmo, sem figuras de linguagem. Para quem vai ficar uma semana o mais em conta é comprar o passe Navigo. Compare: uma passagem unitária custa 1,60 euro. E o passe para 7 dias, com direito a andar ilimitadamente em metrô e ônibus custa 25 euros (área central). Vale a pena não?

Para comprar, você precisa de uma foto 3 x4. Leve uma do Brasil, porque nas máquinas lá são caras. Você paga mais 3 euros pelo cartão na primeira vez e pronto. O preço varia conforme as áreas que você for usar. Por isso não vale a pena ficar distante, pois você pagará mais para usar o metrô na área mais longe. As atrações ficam quase todas na área 1. Compramos o nosso na própria estação de chegada do Eurostar, em Gare du Nord.

O metrô é tão eficiente que não andamos de ônibus nenhuma vez e apenas uma de táxi. No entanto, ele é velho e não tão limpo quanto o de Londres. Há 15 linhas na cidade, então andem sempre com um mapa de metrô no bolso. É normal vocês se enganarem com as linhas e conexões. Nas linhas da área 1 e 2 é bem tranquilo e seguro. Já no RER, que é um trem que circula nas mesmas estações do metrô e que vai até os subúrbios, achamos que não é ideal para a circulação de turistas. Evitem, pois, o RER, porque normalmente vocês estarão com câmeras e dinheiro. A única vez em que é realmente necessário usá-lo é para ir a Versailles que, se nos lembramos bem, fica na área 4.



O aeroporto mais comum para chegada a Paris é o Charles De Gaulle, mas como fomos de Londres, chegamos de Eurostar e por isso fomos ao hotel de metrô. Muito prático. Para voltar, pegamos um táxi até o aeroporto, que era o Orly. Custou 23 euros e o transporte de ônibus + táxi a até lá custava 20 euros. Como éramos dois, valeu a pena. Infelizmente não temos dicas sobre o Charles de Gaulle, mas nos hotéis sempre há informações sobre o melhor meio de transporte.

Museus

Para visitar os museus Parisienses a melhor opção é comprar o Paris Pass Museum. Esse passe é vendido nas lojas Fnac ou nos próprios museus e sua validade é por dia consecutivo. Vocês podem comprar o de 2 dias (32 euros), 4 dias (48 euros) e 6 dias (64 euros). A validade começa no momento em que vocês o usarem pela primeira vez, por isso programem-se para  visitar os museus nos dias de validade do passe,  comecem a usá-los pela manhã e evite segundas e terças. A maioria dos museus fecha na segunda-feira e o Louvre fecha às terças.




Quer ver como vale a pena comprar o passe? A entrada no Louvre custa 9 euros, em Versailles 15, no Arco do Triunfo 9. Total: 33 euros. Pronto, o de 2 dias é mais barato. Nós compramos o de 6 dias, pois fomos a muitos outros museus e também fomos dois dias ao Louvre. O passe dá direito a voltar quantas vezes quiser a um mesmo local.

Que museus visitar? 

Bom, isso depende de seu gosto. Abaixo um breve resumo dos museus incluídos no passe que nós visitamos:





Louvre: o maior museu do mundo e o mais impressionante. Se viéssemos hoje à Terra e nos e dissesem: visitem apenas um lugar, nós escolheríamos o Louvre. As peças mais importantes da história da humanidade estão lá. Da Monalisa ao Código de Hamurabi, de esfíngies egípcias à Venus de Milo. Fomos um dia de 8h às 18h e outro de 18h às 22h para vermos tudo. É enorme, com três alas com três andares cada. Às quartas e sextas-feiras ele abre até as 22h. Há um restaurante lá dentro onde almoçamos, com bom preço e muito agradável. Também há muitas lojinhas de lembranças e um correio, para vocês enviarem cartões postais para a família. Um charme, não?

D'Orsay: o Museu dos Impressionistas. Quadros e esculturas deles estãs aqui. Monet, Van Gogh, Renoir, Degas, todos os mais famosos possuem muitas obras neste museu. E o prédio, originalmente uma estação de trem, é lindo demais.

Centre Pompidou: o museu de arte contemporânea. Nós não curtimos esse tipo de arte, mas o prédio é revolucionário e vale a pena dar uma passadinha rápida pelo menos na coleção principal.


Museu Rodin: Ô coisa linda! Instalado na casa onde Rodin viveu, com uns jardins incríveis de lindos e as esculturas mais tocantes de Rodin e de Camille Claudel, sua amante. Nossa, nos emocionamos aqui.

Arco do Triunfo: Chegar no topo é um sacrifício. As escadas são puxadas. Mas a vista é muito legal e um mini-museu conta a história de sua construção. O Arco fica numa linha de diversos monumentos e lá de cima é possível entender a fixação dos franceses com construções em linhas retas.

Torre de Notre Dame: O acesso à catedral é grátis, mas a ida às torres é paga e está inclusa no passe. Vale a pena demais, apesar das escadas. Lá de cima Paris é ainda mais linda, é a única forma de se ver os famosos gárgulas e vocês podem ir até o sino. Na igreja, belíssimos vitrais, muita história - Napoleão foi coroado ali - e beleza. Não deixe de dar a volta completa ao redor da igreja. Atrás há um jardim lindo. É nossa face favorita da Catedral. Nos Tesouros de Notre-Dame estão a coroa de espinhos de Cristo e uma lasca de sua cruz.





Criptas arqueológicas: Ficam embaixo de Notre Dame e têm as ruínas da antiga parvis du paris, o início da cidade. Muito interessante, faz você entender a lógica de crescimento da cidade.

Saint Chapelle
: umas das igrejas mais lindas do mundo. Foi construída para abrigar as relíquias de Cristo. É toda de vitrais e bem pequena, ao contrário da maioria dos templos de Paris. Emocionante.

Conciergerie
: uma das poucas atrações sobre a revolução francesa. Lá ficam as celas dos condenados, como a de Maire Antoinette.


Versailles: O palácio símbolo do absolutimo. Reserve um dia inteiro para ele. Vocês visitarão o palácio principal com os salões luxuosos; os jardins que são lindos, enormes e recheados de obras; o Grand Trianon; e o Petit Trianon, onde Marie Antoinette foi viver. Também há um restaurante lá, mas preferimos comprar na lanchonete e almoçar nos jardins. Que vista!





Pantheón: Imponente construção em homenagem aos franceses ilustres é onde fica o pêndulo de Foucault e as criptas, com túmulos de famosos como Victor Hugo, Jean Jacques Rousseau, Marie Courie e Braile.

Casa de Victor Hugo: Fica na famosa Place de Vosges, um exemplo do início da burguesia francesa. A casa em si não é muito interessante.

Invalides: São duas coisas. Uma, a igreja do Domo, onde está o túmulo de Napoleão. O Domo dourado que coroa o prédio é impressionante.  Tem ainda o Museu da Armada, que conta a história das guerras. Muito interessante para estudantes. Infelizmente nos expulsaram grosseiramente pediram para sair quando ainda estávamos no meio, porque eles são meio preguiçosos e fecham antes do horário estava na hora de fechar. Pretendemos voltar! 


Museu da Idade Média: um dos maiores acervos da época na Europa, fica em uma antiga termas construída por romanos. Era ao lado de nosso hotel! Se vocês forem ao Louvre ou à Inglaterra, não vão achar interessante, pois já terão visto muito coisa da época. Mas os jardins e o prédio são bem legais.

Mais atrações

Além das atrações inclusas no passe há inúmeras outras na cidade. A Torre Eiffel, por exemplo. A melhor vista dela é a partir do Chaillôt. De lá vocês verão a torre e os Jardins de Trocadero. Para subir ao topo da Torre paga-se 15 euros. Há um ingresso mais barato para ir apenas ao andar do meio. Também há um restaurante do chef Alan Ducasse, super renomado, nesse andar intermediário. É bem carinho lá.





Os jardins da cidade são uma tração à parte. Se forem na primavera ou verão poderão aproveitar mais ainda. Mas no outono também fica lindo, tudo amarelinho. Os nossos preferidos são o de Luxemburgo, que conta com um palácio hoje sede do Senado francês e também com a famosa Fonte de Médicis. Há ainda os jardins do Trocadero e o Campo de Marte, os dois ao lado da Torre.

O Rio Sena e suas pontes são outra atração. Cada uma mais linda que a outra, com destaque para a Alexandre III. Nós fizemos dois passeios de barco pelo Rio. Um, durante o dia, em um barco chamado Batobus, que sai dos pés da Torre e é uma versão aquática dos ônibus turísticos disponíveis na cidade. Comprando o ticket, pode-se andar o dia todo no barco, descendo na estação que quiser e subindo no barco seguinte. Vale muito a pena. Custou 8 euros (com carteira de estudante). À noite, o passeio foi no Paris en scene. O barco é lindo, todo transparente e você compra o pacote de passeio + jantar (prato principal + sobremesa + vinho + bebida) por 35 euros por pessoa. Estava tudo delicioso e o passeio foi lindíssimo. Nós compramos uma garrafa de champagne e subimos ao convés em frente à Torre. Foi inesquecível! Em barcos de outras companhias esse jantar flutuante costuma custar cerca de 90 euros. Imagino que o jantar deva ser mais luxuosos, mas ficamos muito satisfeitos com nosso jantar no Paris en scene.







Em Montmartre fica a belíssima igreja Sacre Couer. Ela pode ser vista de várias partes de Paris, pois está sob a colina mais alta da cidade. Vale muitíssimo uma visita e perto vocês podem aproveitar para ver artistas locais na Praça do Tertre. Outra igreja que vale a visita é Saint Sulpice. É esta igreja que aparece no filme O Código Da Vinci, onde estaria a linha rosa. Na verdade é um meridiano, o Meridiano de Paris, usado antes da convenção em Greenwich e ele não é rosa e sim dourado.





No bairro da Ópera visitamos a Ópera Garnier, que inspirou o nosso Teatro Municipal e a lenda do Fantasma da Ópera. Pouca gente faz esse passeio, mas vale muito a pena. O foyer da Ópera é muito luxuoso. Ali ao lado está a igreja La Madeleine, suntuosa no meio de uma praça. No caminho entre as duas, lojas de luxo como a Fauchon. Esta loja é uma perdição gastronômica. Há iguarias lindas e caras, muito caras. Vale um passeio e compras para quem estiver com um orçamento mais reheado.





Bem perto ficam também as Galeries Lafayette, o primeiro shopping do mundo e um templo do luxo francês. Apesar de ser tudo caríssimo, vale a visita. Seu teto é maravilhoso, uma obra de arte e a decoração é sempre primorosa. A vitrine de natal era de enlouquecer com seus bonequinhos mecanizados. Há departamentos de cosméticos, roupas e um novo andar só de sapatos. Foi lá que compramos o anel de noivado, na Tiffany and Co.

Um programa que recomendamos muitíssimo é o tour guiado a pé por universitários. Ele sai todo dia às13h e às 16h da praça Saint Michel (em frente ao chafariz). Para ir até lá é só pegar o metrô e descer na estação de mesmo nome. Por três horas vocês andarão pelas ruas conhecendo o básico de Paris e ouvindo histórias de jovens franceses, além de conhecer outros turistas. O tour é grátis, vocês contribuem ao final com quanto desejar. Foi nosso primeiro programa na cidade. Às 19h do primeiro dia terminamos o passeio já embasbacados com a beleza da cidade.


E há muitas, muitas outras coisas que não citamos aqui. Se forem a Paris, andem, andem muito. A cada rua a cidade te surpreende com uma obra belíssima.

Roteiro

Para saber como distribuir as atrações por dia de estada na cidade, use a internet. Todos os museus possuem site com os horários de abertura, endereço e instruções sob como chegar. Fiquem atentos, pois o horário de funcionamento de muitas atrações muda de acordo com a estação.

Neste post aqui do site Conexão Paris há um exemplo de roteiro de 4 dias.

Comida

Os franceses não gostam de comida industrializada e tudo que vocês irão comer virá em uma apresentação bonita. Assim, a noiva até comia salada, acreditam? Portanto, não corram para a Starbucks achando que vão economizar. Pelo contrário, a rede de cafés mega barata em Londres é bem carinha em Paris.





Com o peço de um lanche você consegue jantar como um bom francês. Nos restaurantes vendem-se as formules, o conjunto de entrada + prato principal + sobremesa. Vimos preços que iam de 9,90 euros a 40 euros por isso. Em Saint Michel há restaurantes baratos e charmosos. Provem a culinária francesa, vale a pena. O restaurante Au Pied du Cochon é uma boa opção. Ele fica ao lado de Les Halles, um shopping-mercado com jardim. O nome é esse mesmo "ao pé do porco" e eles realmente servem isso por lá, mas há outros pratos. Comemos a tradicional sopa de cebola gratinada (tem em todo lugar), confit de pato, peixe e creme brulê e estava tudo delicioso. Outra dica valiosa é que no restaurante Relais Plaza,  do famoso Plaza Athénée, é possível almoçar por 44 euros por pessoa. Chiquérrimo!





Se quiserem provar comida francesa, mas têm medo de arriscar com um steak tartare, por exemplo (é carne crua), tentem o steak au poivre (carne com molho de pimenta), os patês (muito gostosos) ou os confits, que são carnes sempre bem temperadas e macias. Para lanchar, recorram aos crepes, tanto salgados quanto os onipresentes crepes de nutella, ou aos paninis, a tradicional baguete com recheios variados. Na Rue Mottefard, perto de Saint Michel, está a loja conhecida por ter o melhor crepe. Você a encontra apenas pela fila, sempre muito grande. A rua, aliás, tem restaurantes de todos os tipos, bares e boates. Uma ótima dica para noitada.

Os parisienses também comem muito em restaurantes gregos, espalhados pela cidade, assim como em suíços. Comemos lá a melhor fondue do mundo! Muito apurada. Ah, sim, falando em apurado...cuidado com os queijos. Eles vendem milhões de tipos, que nunca tínhamos visto. Mas mesmo os mais conhecidos, como o gorgonzola, são bem diferentes, mais apurados que os daqui.





Também se acha quiches em toda esquina, assim como palmiers gigantes e doces, muitos doces. Não deixem de ir à Ladurée, a tradicional casa de macarrons no início da Champs Elysée. Esta rua, aliás, vale um passeio. Mas não é tão luxuosa assim. Há lojas caras, claro, mas também lojas Zaras, que são muito baratas por lá.

Arredores

Além de conhecer Paris é possível fazer outros passeios de um dia, sem necessidade de se pegar avião. No trem RER, que pára em algumas estações de metrô (como Saint Michel e Gare du Nord) vocês podem ir a Versailles. Leva 30 minutos apenas e o preço é o mesmo do metrô, está incluído no Navigo (área 4).

Também pode-se pegar o trem rápido para a cidade de Tours, numa viagem que leva cerca de 2 horas e custa (com antecedência) 60 euros ida e volta por pessoa. Em Tours, vocês podem contratar um passeio de um dia inteiro, ou apenas manhã ou só à tarde para conhecer os castelos da região. Era esse o passeio que faríamos no penúltimo dia, mas perdemos a hora, ficamos em Paris e o resto vocês já sabem... o pedido de casamento aconteceu!

Outra opção é usar o Eurostar para ir à Inglaterra. Custa em média 200 euros ida e volta e a viagem dura 2 horas. È super confortável, pois pega-se o trem na Gare du Nord e salta-se na estação de Euston, no centro de Londres.

Na mala

Antes de viajar, chequem a temperatura média na cidade durante seu período de estadia. Se forem no outono ou inverno, lembrem-se de levar muito agasalho e tomem especial cuidado com os pés. Normalmente nossos calçados não estão preparados para o frio europeu. A noiva, por exemplo, levou uma bota que ama e usa muito no inverno carioca. Mas ela não bloqueava o frio e se ela tentasse colocar meias mais grossas, as botas apertavam.


Também vale muito a pena levar kits “de emergência” daqui, para evitar gastos extras por lá. Além de produtos de higiene como sabonetes, shampoos e cremes dental, coloquem na mala um kit de remédios básicos como um antiácido, um comprimido para enjôo e outro para dores de barriga. Lembrem-se que vocês provarão comidas diferentes e esses imprevistos podem acontecer. Levem também analgésicos, remédios para dores musculares, antitérmicos e band-aids. Todos estes itens são um pouco caros por lá, além de difíceis de se achar. Nas farmácias, são vendidos apenas remédios e os itens de higiene vocês terão que procurar em lojas de departamento e mercados como o Monoprix. Meninas podem levar também absorventes e um kit para as unhas. Não paguem manicures na cidade, pois além de caro (vimos por 16 euros) o serviço é diferente do nosso e as manicures não tiram a cutícula, por exemplo. Para os fumantes, é bom levar um estoque daqui ou comprar no freeshop. Nas tabacarias, o maço das marcas desconhecidas mais baratas custa 4 euros.

E muito, muito importante: leve todos os comprovantes de reserva, endereços e outros documentos impressos com você. Nós fizemos assim: imprimimos duas cópias das reservas de passagens, hotéis, ingressos e roteiro e fiz emosduas pastinhas completas, iguaizinhas. O noivo levou uma e a noiva outra, em suas mochilas. Assim diminuímos o risco de perder os papéis.

Outra dica bacana é comprar uma cartucheira para usar por baixo da roupa. Nós usávamos para levar os passaportes durante o dia.

Já na carteira não é necessário levar tantos euros. Todos os estabelecimentos aceitam cartões de crédito e débito: lembrem, apenas, de habilitar essa função em seu cartão aqui no Brasil. Avisem sempre na operadora de cartão e no banco que vocês estarão fora do país, assim não correm o risco de terem seus cartões bloqueados. Levem metade em dinheiro, apenas por precaução.

Se puderem investir em uma boa máquina fotográfica, façam isso. A cidade parece que foi feita para ser fotografada. E não esqueçam do tripé. Muito útil para fazer fotos noturnas mostrando a iluminação caprichada dos monumentos locais.


Mais informações
Querem saber mais sobre Paris, tirar dúvidas etc? Frequentem os blogs e comunidades específicos. Os nossos preferidos são o Conexão Paris (amamos, amamos, amamos e eles vendem um guia também, achamos que vale a pena) e a comunidade do Orkut Dicas Inesquecíveis de viagem. Além disso, o Guia da Folha sobre a cidade também é bem útil e levinho, ideal para se levar no bolso.

Se tiverem alguma dúvida, deixem aqui nos comentários e nós responderemos. Esperamos que tenham gostado das dicas e que de alguma forma tenhamos ajudado vocês a realizarem um sonho.

Um feliz 2010 a todos!

Fotos: Arquivo pessoal

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O nosso buffet


Com a escolha do buffet fomos bem práticos. Primeiro pegamos as indicações com amigos e saimos catando o nome de buffets que tinham servido em festas às quais tínhamos ido (a noiva era repórter de celebridades, vivia em festinhas chics então tinha provado bastante coisa). Depois, pedimos os orçamentos. Com isso, ficamos com um preferido e outros três para planos B. Mas bastou a degustação do primeiro para saber que havíamos encontrado o nosso buffet.

O que mais pesou em nossa decisão foi a nossa opção de serviço. Nós queríamos ter pratos quentes, além de coquetel e mini-porções, mas não queríamos jantar. Também não queríamos limitar a apenas um tipo de comida, com uma ilha específica. Então, nossa opção era a mesa de sustentação. E apenas um dos buffets nos oferecia esta opção com preço em conta.

Optamos pela mesa de sustentação por dois motivos: primeiro, porque nosso casamento terá cerimônia às 15h30m na igreja e então achamos que as pessoas sairão de casa muito cedo, talvez sem almoçar e à noite estarão com muita fome, caindo bem um prato quente; e também porque em Minas Gerais, de onde vem a família da noiva, é tradição ter almoço no casamento. Assim, achamos que agradaremos a todos. 

Mas é bom ressaltar uma coisa. Se você escolher uma boa empresa (serviço farto), a opção de apenas coquetel não significa que seus convidados ficarão com fome. Isto quer dizer apenas que serão servidos apenas canapés e salgadinhos, mas um bom serviço garante que cada convidado possa comer o quanto quiser e sair satisfeito. Isto não deve ser uma preocupação, ok?

Pois bem, o nosso escolhido foi o Buffet Beth Shueller, bem tradicional em Niterói. Nós aprovamos totalmente o cardápio, que mescla entradinhas frias mais diferentosas e lindinhas, uma excelente variedade de salgadinhos quentes tradicionais de se comer rezando e comidinhas muito gostosas. Destacamos os salgadinhos de bacalhau: por favor, comam muito por nós que certamente estaremos eufóricos e não comeremos o suficiente.

Para definir qual buffet seria mais  adequado para a gente foi simples. Bastou a noiva olhar para o cardápio e ver se em uma festa com ele ela morreria de fome ou não. Expliquemos: a noiva é extremamente chata para comer. Exemplos? Ela não gosta de sorvete, não come nenhuma bala, não come camarão nem frutos do mar (apenas peixe mesmo) e detesta risoto, azeitona, champignon e abóbora . Então imaginem que é meio difícil agradar o paladar da moça.

Além disso, teremos na maioria convidados simples e queremos deixá-los à vontade. Então tentamos não ter um cardápio exclusivo de itens sofisticados. O cardápio sugerido pela Beth inclui muitas, mas mutias opções mesmo para o coquetel, ficando mais fácil ter algo para todos os tipos de paladar. Além disso, fizemos todas as perguntas que ensinamos no post de ontem, temos referências de convidados, noivos e donos de casa de festa. O buffet passou com louvor no questionário! E ainda nos poupou um outro trabalhão, já que também oferece open bar. Contratamos com eles e assim fechamos logo dois itens tão importantes.


Lembramos que cada festa é única, com seu perfil de convidados, o gosto e orçamento dos noivos e outros fatores como local e horário. Por isso, ressaltamos que todos os buffets que indicaremos aqui abaixo são de qualidade e confiança (além de gostosos) e que não foram escolhidos apenas por ter outro que se encaixou melhor em nosso perfil. Certamente um deles se encaixará no perfil da sua festa. Então, recomendamos também os buffets Dona Noca, Delícias do Campo e Crica Camargo.

Como escolher o buffet

Finalmente estamos retomando a série de posts para ajudar os noivos a passar pelas decisões que já tomamos (estamos nos sentindo os experientes, deu para perceber?). Então, já falamos como escolher o local para o casamento, a fotografia e a filmagem (está tudo aqui). Hoje vamos falar da escolha do buffet.

Em muitos locais você pode escolher a empresa de buffet que desejar. Em outros, o buffet da casa é obrigatório. Mesmo assim, você pode conferir as dicas para escolher o melhor cardápio e fazer algumas exigências quanto ao serviço. Ah, sim e estamos partindo do pressuposto de que doces e bolo não estão inclusos no buffet. Este assunto é para outro post, ok?

Definindo o estilo


Para selecionar alguns buffets entre os zilhões existentes, pré-defina que tipo de serviço vocês desejam. Os mais comuns são:

  • coquetel (apenas entradas frias e salgados quentes, entre assados e fritos);
  • com mini-porção (o mesmo acima + pratinhos servidos em porções bem pequenas, ideais para se comer em pé e sem necessidade de garfo e faca);
  • mesa de sustentação (um buffet com alguns pratos quentes e frios disponível para o convidado se servir);
  • Com estações (o coquetel mais um buffet fixo de um prato específico: por exemplo, apenas caldos, apenas crepes ou apenas comida japonesa);
  • e o jantar (pratos quentes completos, que podem ser servidos à francesa, com os pratos já prontos levados direto à mesa, ou em um buffet para que o convidado se sirva). 
Essa pré-definição serve para selecionarem as empresas que atendem sua opção, assim como o orçamento para cada tipo de serviço. Para escolher, leve em consideração o horário da festa e se pretende fazer algo mais ou menos formal. Lembrem-se que caso sirvam jantar, os convidados irão se sentar para comer, o que pode "parar" um pouco a festa. Já se a cerimônia for no meio da tarde e a festa noite adentro, provavelmente seus convidados terão mais fome, pois sairam de casa cedo, por isso o ideal seria incluir algo além do coquetel simples.

Quando solicitarem os orçamentos dos buffets, peçam também o cardápio. Assim vocês verão que tipo de itens eles servem: um fator muito importante na festa. Para definir a melhor opção, baseie-se na maioria de seus convidados. Pessoas simples pedem comidas mais simples; gente mais sofisticada, itens mais trabalhados. De qualquer modo, não abram mão da fartura e sabor!

Em relação ao serviço


- Além de checar o orçamento, peguem indicações do buffet. Tentem ouvir pessoas que foram a um casamento servido pelo buffet em questão como convidado e não apenas como noivos. Por quê? Porque raramente alguém falaria mal do buffet para os noivos. Por isso é comum que todos os noivos digam: "Todo mundo elogiou o buffet". Pense bem, vocês alguma vez reclamaram do buffet para um amigo ou parente? Então, certifiquem-se falando com pessoas isentas. Perguntem em comunidades do orkut e blogs. O que vocês precisam saber? Se o serviço foi farto, bem-servido, com comida fresquinha e quentinha e bebida bem gelada; se os garçons eram simpáticos; se além de gostoso estava tudo bem apresentável (afinal, começamos a comer com os olhos não?)

- Cheque na casa de festas se eles já trabalharam no local e como foi o serviço. Chegaram na hora? Levaram todo o equipamento?

- Estão munidos de boas referências e o orçamento cabe no bolso? Marque uma reunião e degustação. Tire suas dúvidas quanto ao serviço e escopo do contrato e prove os quitutes. Exemplos de pergunta:

  • Qual o material incluído no serviço (guardanapos de que tipo e tamanho; talheres de que tipo; louça de que tipo; copos de que tipo; toalhas e sousplasts estão incluídos ou não?).
  • Quantos garçons por pessoa estão incluídos? (Para nós o ideal é 1 para cada dez convidados, mas dependendo do tipo de festa e cardápio, até 1 para cada 15 convidados. Mais que isso achamos que fica complicado)
  • Aqui no Rio de Janeiro a contratação do buffet é por hora. Normalmente o contrato é para 5 ou 6 horas. Mas nunca é demais avisar: chequem. Pode ser que alguma empresa trabalhe por quantidade de itens. Pergunte!
  • Teste os garçons perguntando a eles de que é feito cada item servido. Os garçons devem sempre saber informar o que estão servindo, não apenas por comodidade, mas também por segurança. Afinal, há pessoas que são alérgicas a alguns alimentos.
  • Chequem as bebidas inclusas - muitos não incluem cerveja - e não esqueçam de perguntar a marca. Caso não esteja inclusa uma bebida que vocês desejam servir - o prosecco ou um open bar de caipirinhas, por exemplo - cheque se vocês podem contratar outra empresa e como fica a questão dos copos, gelo e outros utensílios necessários para o serviços.
Os itens que comporão o cardápio são realmente uma questão pessoal que depende muito do perfil dos convidados e gosto dos noivos. O segredo é mesmo buscar o equilíbrio. 
  • Não carregue muito na carne ou frutos do mar, pois muita gente não consome um ou outro e não esqueça de incluir opções sem carne alguma, para os vegetarianos. 
  • Massas simples com molho vermelho ou branco são sempre opções acertadas, assim como os clássicos pasteizinhos assados e empadinhas. 
  • Não carregue na fritura. Coxinhas e bolinhas de queijo são deliciosas (e nós teremos), mas um cardápio com muitas frituras fica pesado e especialmente no calor pode cair mal.
  •  Coloque-se no lugar do convidado e pense no que gostaria de comer!
Por hoje é só. Amanhã contaremos sobre nossa escolha e daremos algumas indicações aqui do Rio. Dúvidas? Deixem um comentário para gente!

Fotos: Os fofos Cíntia e Cauê, do Planejando meu casamento; Getty Images.

sábado, 24 de outubro de 2009

Mais vídeo


Caramba, postamos bastante sobre vídeo mas ainda ficou muita coisa de fora. Uma delas foi um tipo de serviço oferecido por alguns fornecedores conhecido como entrevista ou depoimento. Funciona assim: durante a festa de casamento, uma câmera vai recolher depoimentos dos convidados sobre os noivos. Dependendo do fornecedor, quem faz isso é o próprio câmera, ou uma pessoa escolhida previamente pelos noivos. E em alguns os noivos também podem falar para a câmera sobre aquele momento.

É um serviço interessante para ter um registro de gente querida como avós, tios, pais, todos falando de vocês. Mas também é preciso cuidado, final, sempre tem um amigo que vai querer fazer uma graça e contar aquela história nebulosa dos noivos, né?

Outro serviço é oferecido para quem terá um telão ou plasma no salão. Durante a festa, o fornecedor passa as imagens que estão sendo captadas ao vivo pro telão. É bacana quando o salão é grande e dá para mostrar a pista bombando para quem está do lado de fora, por exemplo.

Novidade

Uma novidade para quem ainda está à procura de vídeo é a nova empresa do Carlos Leandro, nosso fotógrafo. Na 3+1 filmes ele está inovando fazendo vídeos com uma câmera chamada 5D Mark II e utilizando na edição a linguagem de cinema. O resultado está lindo, emocionante. Confiram
aqui. O Carlos está sempre atrás de melhorar seu trabalho e realmente está apresentando um produto maravilhoso. Boa sorte a ele na nova empreitada!

E não é que tem mais sobre vídeo? No próximo post vamos falar de outra novidade.

sábado, 17 de outubro de 2009

Nosso vídeo: Macuca



Como anunciamos no último post, nosso vídeo será feito pela Macuca. A reunião com eles foi ótima e batemos papo até tarde. Eles nos mostraram um DVD com alguns casamentos e o Raul ia falando das ideáis de acordo com a nossa igreja, nosso salão de festa e até com a trilha que pensamos em usar no vídeo. Eita criatividade! Dá para ver quando uma pessoa ama o que faz né?

A noiva ficou feliz em encontrar alguém tão empolgado quanto ela. Quando ele sugeriu fazer um Trash the dress ela foi à loucura. Claro que ela topa! (Trash the dress, basicamente, é quando os noivos se vestem de novo como no casamento, para tirar fotos sem preocupação em sujar ou não a roupa, e pode incluir, por exemplo, fotos em um lago, em um chafariz, no mar...).

Bom, eles também anunciaram a novidade. Fazem também um documentário sobre o casamento. Sim, sim, isso mesmo. Além da edição em capítulos, o Raul usa seu talento e experiência para editar tooodo o casamento - do making of ao trash the dress - em uma linguagem de documentário com duração de cerca de 25 minutos. Imaginem só o que essa noiva aficcionada por documentários não achou disso?

A verdade é que ficamos encantados e a noiva que já estava feliz demais com a contratação da Macuca nem cogitou em pedir o pacote 2 (o do documentário) para o noivo. Mas para vocês terem uma idéia de quão marvilhoso era, asaim que Raul e Adriana foram embora o noivo disse: "Ok, temos que pegar o pacote 2. Vamos fazer contas para ver como faresmos". A noiva achou até que estava sonhando. Mas, não. O noivo percebeu que o trabalho da Macuca em documentário é único no mercado e que nosso casamento merece sim ter um vídeo assim.

Como falamos para a Adriana, nos tornamos o casal que calculava. Apertamos e conseguimos contratar o pacote 2. Ficamos tão felizes que passamos a mostrar o DVD que o Raul nos deu para todos. Padrinho, madrinha e amiga comentavam que nunca tinham visto nada igual. A mãe da noiva disse: "Mas gente, é novela, só que de verdade!".

Para ilustrar como é esse estilo, colocamos lá em cima o trailler - apenas o trailler hein - do documentário do casamento da Renata e aqui abaixo o trailler do doc da Isabel, do qual já mostramos as cenas da cerimônia.




Precisamos dizer que indicamos a Macuca? Claro que não, né?. Super indicamos!



Ah, quase íamos esquecendo. No vídeo aqui abaixo vocês podem ver o efeito de scrapshow. É o começo do vídeo. As imagens surgem em molduras, várias ao mesmo tempo. Muito bacana.





PS: Raul pediu para dizer que tamanho não é documento em relação a câmera, viu? Tem até câmeras do tamanho de fotográficas que fazem vídeos ótimos.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Como escolher a filmagem IV

Vamos contar agora nossa saga atrás do vídeo perfeito. Como a maioria dos casais, no início queríamos um video simples, "apenas para ter", um registro quase fiel do nosso dia. Não havíamos ainda encarado a filmagem do casamento como uma obra artística. E sabem por que? Porque não tínhamos visto os vídeos certos.

Não contratamos, mas indicamos

Começamos pedindo um orçamento do fornecedor mais conhecido entre as noivas como confiável e de menor preço. A noiva foi lá, assistiu ao vídeo, achou normal, igual a todos os outros. Programou o pagamento. Mas na hora de pagar, doeu. Sabem como é? Não sabemos se é assim com os outros, mas para a gente, pagar R$ 10 que sejam em algo que não é exatamente o que queremos, que não nos toca, pesa como se fossem R$ 10 milhões. Daí que desistimos do vídeo "em conta", mas que não nos emocionava.

Com isso, começamos realmente a pesquisar pelos estilos de trabalho. E chegamos a mais uns três fornecedores que nos agradaram. Mesmo não os tendo contratado, vamos citar os nomes aqui porque realmente achamos que eles reúnem as qualidades técnicas necessárias e têm estilos muito legais de tabalho, que podem ser exatamente o que outros noivos procuram. O primeiro foi a MFilmes, indicação da nossa cerimonialista. A edição dos vídeos deles é bem bacana, dá para ver que alguns são mais ágeis, outros menos, parece que respeitando o gosto dos noivos em questão. Portanto, indicamos.

O segundo foi o É coisa de cinema, que encontramos em pesquisas pela net. O diferencial deles é que o casamento é apresentado com uma temática. Eles editam o material com essa temática, fica um filminho, por isso o nome da empresa. Também indicamos. O terceiro fornecedor foi indicação da fotógrafa Patrícia Figueira. O nome é Olliver Produções. Foi com quem mais nos identificamos até então porque a edição dele é incrível, ágil, criativa. Mas também pesou o fato de termos assistido vídeos feitos no nosso salão de festas.

Além desses, vimos o trabalho de três videomakers super conhecidos aqui no Rio, os top top. Mas nenhum nos chamou atenção em nada. Qualidade de imagem boa, edição caprichada, mas nada emocionante ou novo e com preços exorbitantes. O preço dos três primeiros que citamos era bem acima do que queríamos pagar a princípio, sendo o Olliver o mais caro. Decidimos que fecharíamos com a Mfilmes mesmo. Tínhamos, e temos, certeza de que eles fariam um bom trabalho. Até que...

O vídeo da Alethea

Até que a noiva que não sossega encontrou este vídeo aqui na internet:





O vídeo de casamento da Alethea e do Daniel era a coisa mais linda que ela já tinha visto! A noiva chorou, se emocionou na frente do computador. Se imaginou no alugar da Alethea. Era isso que ela queria! Como de praxe, ela mostrou para o noivo e pensou "ele vai assistir três segundos e vai sair dizendo, ok, orça aí". Mas não. Não foi isso. O noivo assistiu até o finzinho e boquiaberto disse: "dá para fazer isso?"

Então, o que fez a maluca da noiva? Ligou para a empresa, que fica em São Paulo. Ela sabia que não contrataríamos uma empresa de lá, mas aproveitou para descobrir porque o vídeo era tão legal. Foi assim, que ficamos sabendo um pouco mais sobre equipamentos e tivemos uma direção para nossa busca.

Quer saber por que o vídeo da Alethea é tao lindo?

Vamos lá:

* Primeiro, claro, porque o casamento todo é lindo, noiva, noivo, decoração. Ok. Mas tirando isso, repare que o vídeo não começa com a noiva se arrumando, passa pro noivo, padrinhos, depois entra a noiva e só depois os dois juntos. O que quero dizer é que a edição não é linear, não segue a exata ordem do que aconteceu no casamento. O que vemos são vários momentos do dia, detalhes importantes como o close nas alianças, o salão com os convidados à espera. Essa introdução estimula ou não a curiosidade para ver o casamento todo, hein?

* Depois, reparem que logo no primeiro take, a câmera dá um rasante sobre o local da cerimônia. Mais à frente, vejam que ela também flutua ao redor da noiva. É esse o efeito do qual falei antes, que é conseguido com a steadycam. O rasante vindo de cima é conseguido com a grua.

* Perceberam que essa fala do início do vídeo é do pastor durante a cerimônia? Pois é, o som foi tão bem captado que pode ser inserido em "off" como dizemos, quando apenas a voz aparece, em outro momento. Ficou lindo. Durante os votos do casal o som também está perfeito. E a edição mescla momentos com a trilha escolhida e  com o som da cerimônia. Muita mais legal. Afinal, colocar uma música da Beyoncé em cima de algumas imagens até eu sei fazer, né?

* A música é linda né? Mas só funciona tão bem porque o editor soube pegar as "quebradas", o ritmo dela e casar com a imagem. Assim, logo no início, ali pelos 28 segundos, quando a música ganha um pouco de percussão, as imagens surgem em flash, acompanhando. E é assim durante todo o vídeo. A imagem é perfeitamente casada com a trilha. Isso é talento do editor.

* Há takes amplos, de toda a festa, e de detalhes, como a mão já casada de Alethea sobre o vestido. Isso só é possível quando o operador da câmera durante a cerimônia tem sensibilidade.

* E tem slow motion no vídeo! A noiva já estava ficando com preconceito com a slow motion, mas vejam bem que usado na medida certa, dá mais emoção ao vídeo.

Agora a gente procura

Bem, foi de posse dessas observações aí em cima que partimos aqui no Rio em busca de alguém que pudesse fazer um vídeo que nos emocionasse. E rapidinho chegamos à Macuca. Eles eram os únicos que tinham os equipamentos que queríamos. A noiva já tinha ouvido falar deles, mas como sabia que era mais caro do que queríamos gastar, nem chegou a ver o material. Lá fomos nós no site deles para checar se além do equipamento, a edição também iria nos atender. Antes de falarmos qualquer coisa, vejam vocês mesmos:



Esse foi o primeiro a que a noiva assistiu. Eita chororô. Era tão emocionante que ela até esqueceu de olhar os detalhes "técnicos". Daí assistiu de novo e viu que estava tudo que ela queria lá. Reparem na cena da câmera ao redor dos noivos lá pelos 5m33s do vídeo. É a preferida da noiva. Bom, a noiva assistiu a todos os vídeos. Vocês podem vê-los também, no site da Macuca.

Faltava agora o teste do noivo. A noiva abriu o computador, botou o vídeo e esperou para cronometrar depois de quantos minutos o noivo iria embora. Mas que nada! Ele assitiu a esse e pediu para ver outros, viu vários vídeos! Estava mais que aprovado. Tínhamos finalmente achado o nosso videomaker.

Mas não é só isso

Entramos, então, em contato. Quem nos atendeu foi a Adriana, um amor de pessoa. Que doce! Ela mandou o orçamento, a noiva achou que o noivo iria querer vender um rim dela para pagar a conta, mas nem rolou esse momento estresse. Estávamos bem convencidos de que daríamos um jeito para ficar com o vídeo dos nossos sonhos. Fazemos assim com tudo do casamento. Temos prioridades e um vídeo perfeito sem dúvidas era uma delas.

Marcamos uma reunião com a Dri e o Raul, o responsável pela edição dos vídeos - que tem um histórico profissional relacionado ao cinema - e tivemos mais uma surpresa. A Macuca fazia não apenas o vídeo com os "capítulos" tradicionais, mas tinha outra novidade. Mas aí, contamos no próximo post. Só não fechem os vídeos de vocês ainda. Esperem para saber todos os detalhes, ok?  

Como escolher a filmagem III



Depois de checar o equipamento do fornecedor é hora de falar sobre a edição. É aqui que entra o lado artístico do negócio. Na mesa de edição, o responsável irá colocar seu talento a favor de um vídeo que transmita emoção. Todo aquele material gravado durante a cerimônia, captado segundo seu talento, afinal a decisão sob de que ângulo filmar algo também influi no material, irá se tornar um vídeo que conte a história daquele dia e emocione quem o assista. 
Assim como na fotografia, há diversos estilos de edição. Alguns fornecedores mantêm o material quase na íntegra, sem cortes. Os vídeos mostram tudo tudo tudo o que aconteceu. É mais indicado para os mais tradicionais.

Outros profissionais fazem a edição em "capítulos" e normalmente a duração de cada um é a de uma música ou duas, escolhida pelo casal. Assim, o DVD é dividido em "making of", "cerimônia", "festa" e os famosos "melhores momentos", um clipe de todo o casamento. O estilo desta edição depende do profissional que a fará. Ela pode ser mais ágil, mais lenta (e como abusam do slow motion, meu deus), ter enquadramentos inovadores ou clássicos.

Há ainda empresas que oferecem soluções diferentes para a edição, como um resumo de 15 minutos, um vídeo temático ou até mesmo um filme no estilo documentário.

Para descobrir o que te agrada é preciso assistir ao material. Hoje em dia os sites de quase todos os fornecedores da área (e o Youtube) têm os vídeos à sua disposição. Mas também, normalmente, apresentam apenas os "melhores momentos" e, claro, os vídeos colocados ali foram selecionados pelos profissionais. Por isso, marque uma reunião com os videomakers que os agradaram na seleção inicial e peçam para ver casamentos diferentes.

Essas são nossas dicas. No próximo post contaremos a nossa busca, que foi realmente uma saga.

Foto: Adriano Diogo; Desconhecido.

Como escolher a filmagem II






Agora que os noivos já se convenceram que um vídeo do casamento é um item importante e que merece atenção para sua escolha, vamos às dicas para encontrar o fornecedor ideal.

* Para começar, assim como em todos os outros itens do casório, pesquisem em blogs, orkut e com amigos indicações de bons profissionais. O Rio também tem um bom cardápio nesta área.

* Chequem quem tem a data de vocês disponível e façam uma primeira seleção de acordo com seu orçamento (em nossas pesquisas encontramos preços entre R$ 1,5 mil e R$ 5 mil). A variação do preço se deve tanto ao equipamento utilizado, quanto ao "nome" do profissional, tipo de edição e serviço a oferecer. Assim como na fotografia, é comum a contratação de equipes com dois cinegrafistas para o evento, então, se o orçamento estiver apertado, contratar apenas um pode tornar possível este item. A cobertura também pode incluir apenas a cerimônia e a festa ou se estender ao making of da noiva, do noivo e o trash the dress (após o casamento);

* Quando falamos da fotografia, dissemos  que não era preciso se preocupar com equipamento. Não é o caso aqui. Na filmagem é preciso ficar de olho no tipo de câmera e equipamento para captação de som, por exemplo. Bom, não somos expert, mas vamos tentar guiá-los neste item.

* Em relação às câmeras, é preciso se certificar que elas sejam sem fio - fios são ultrapassadíssimos - e que usem pouca iluminação. Afinal, câmeras com iluminação intensa sob os noivos e convidados são horríveis. Inibem as pessoas, atrapalham os fotógrafos. Fuja delas.

* As câmeras podem ser ainda miniDV ou HDV. A diferença é na qualidade da imagem. A segunda tem mais que o dobro de qualidade. Isso significa que a MiniDV é ruim? Não. Ela era a mais usada até agora, mas como tudo tecnológico, já tem uma opção  mais avançada. A diferença de preço entre os dois não costuma ser grande, portanto, vale o investimento.

* Se vocês optarem por gravação em miniDV, o material será entregue em DVD. Já se optarem por HDV, podem finalizá-lo tanto em DVD quanto em Blue-Ray, uma mídia ainda mais avançada. Ela ainda não é muito disseminada no país, mas espera-se que seu uso aumente daqui pra frente.

*Uma questão à qual a noiva sempre esteve muito atenta é ao áudio. Ou você nunca assistiu a um vídeo de casamento e não entendeu nada do que o padre disse? Isso acontece porque o som não foi bem "captado". Provavelmente, ele foi "puxado" para o vídeo através da câmera, do som ambiente mesmo. O ideal para a cerimônia é a captação com microfone de lapela para o padre e um microfone de excelente qualidade para os noivos (o melhor é da marca Seinnheiser). Chequem com a equipe como é feita a captação do som durante a cerimônia e a festa também. Em alguns momentos, pode ser que vocês queiram tirar a trilha sonora e colocar o som da própria festa, então consulte antes com o fornecedor se ele tem como fazer isso;

* Também perguntem quem opera as câmeras, qual é a formação dos técnicos etc;

* Bom, além disso, é comum que os DVDs tenham menus interativos, igual a menu de dvds de filmes mesmo. Todos os profissionais que orçamos ofereciam isso. De diferente, encontramos o scrapshow, que é a inserção de "fotos animadas", videozinhos, mas como se fossem fotos. Acho que não dá para explicar melhor, só vendo mesmo. Mostraremos depois. O outro efeito é o de "câmera flutuante". A sensação de que a câmera desliza pelo ambiente é conseguido com o uso da steadycam, que impede a trepidação da câmera. Para os Beatlemaníacos, é o efeito da pombinha voando no clipe de Free as a bird. A noiva adorava ele e descobriu que só é possível com esse tipo de equipamento. Outro efeito é a tomada aérea. A câmera vem lá de cima, do teto. Isso é possível com o uso de uma simples grua. Mas aí só dá para fazer em festas e cerimônias em clubes. Imagina a cara do padre com uma grua passeando pela igreja?

Isso é tudo que sabemos sobre equipamentos. No próximo post, falaremos da edição dos vídeos.

Fotos: Desconhecido; Patrícia Figueira.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Como escolher a filmagem I


Ficamos muito felizes que nosso post sobre a busca por um fotógrafo tenha sido considerado útil por noivos e profissionais. Agora, falaremos sobre o vídeo do casamento ou a filmagem, como outros chamam.

Como o material está ficando extenso, vamos dividi-lo. Primeiro, vamos dar motivos beeem basicões para se fazer um vídeo. Sim, porque cansamos de ouvir noivos dizendo que abrem mão do vídeo, que ninguém vê, bla blá blá. E ainda neste post do que pensamos sobre este item e no próximo post entramos nas dicas para a escolha dele, ok?

Começando, se você acha que um vídeo é desnecessário, pense:

* Se você é a noiva e não tiver um vídeo, como você verá em movimento a entrada de pais, padrinhos, do seu noivo e outros momentos importantes da cerimônia em que você estava lá fora?;

* Muitos noivos relatam não se lembrar do que o padre disse nem mesmo das músicas tocadas durante a cerimônia. É sério. Se você tiver um vídeo, vai poder ver ou rever isso;

* Alguns parentes e queridos não poderão estar com vocês por questões de doença, distância etc. Não seria interessante que eles pudessem ver vocês entrando na igreja, ouvir vocês jurando amor eterno, em vez de apenas olhas as fotos?;

* Vocês, noivos, não estarão o tempo todo juntos na festa. E se o noivo/noiva fizer algo muito "legal" como agarrar aquela tia distante na pista, cair enquanto dança o créu ou algo assim? Sem vídeo, você não vai saber exatamente o que aconteceu (esse motivo é inspirado em uma amiga, que só descobriu em seu vídeo que o noivo tinha quase enforcado a tia dela durante uma dança);

* Normalmente os fotógrafos se concentram nos noivos durante a festa. Mas e aquele momento em que seus amigos da faculdade caíram no choro com copos de whisky na mão? Nao foi fotografado, mas pode estar no vídeo.

* "Todos os vídeos são muito chatos". Ah, então, isso era na década de 80, 90, quando não existiam empresas muito legais atuando na área de casamento, como existe hoje. Acompanhe nossos posts que iremos mostrar vídeos lindos e emocionantes.


Bom, esses são os motivos para que todos os noivos tenham um vídeo, qualquer um. Agora, vamos falar do que esses noivos aqui acham.

Assim como a fotografia, a filmagem é uma arte. É outra linguagem, então significa a possibilidade de registrar seu casamento através de outro olhar, outra mídia, outra arte. Adoramos cinema, adoramos comerciais bem feitos, somos da época do videoclip. Por tudo isso, queremos muito que um dia tão especial quanto o do nosso casamento possa ser registrado através desta arte.

Por isso, achamos que o casal deve escolher uma equipe que consiga fazer vídeos que os emocionem. No nosso caso, isso significou algo muito próximo da linguagem cinematográfica. Para outros, pode ser que uma abordagem mais tradicional seja mais adequada. O importante é encontrar uma equipe que possa registrar o material com qualidade de imagem e som e fazer a edição para agradar ao casal.

Bom, esperamos ter conseguido convencê-los a fazerem a filmagem. No próximo post daremos dicas para a escolha da equipe.



Fotos: Desconhecido

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A busca por um fotógrafo para o casamento

Na nossa experiência de noivos descobrimos que encontrar um fotógrafo para o casamento só perde em grau de trabalho e preocupação para o local da cerimônia. Vemos muitos noivos gastarem meses na decisão desse item, por diversos motivos. Vamos tentar organizar aqui algumas dicas que fizeram nossa busca bastante simples.

Estilo
Bom, primeiro vocês precisam decidir o estilo de fotografia que querem ter: mais tradicional, fotojornalismo, mais artístico ou um meio termo. Para isso, comecem olhando as fotos nos sites dos profissionais listados lá na lista da Natália, mas não esqueçam de ver também profissionais indicados por amigos e família que não possuem site. Lembre-se que nem todo profissional está ainda na era da internet ou possui um site bem construído (ai, aqueles flahs que demoram anos para carregar...), o que pode prejudicar uma primeira impressão. Se alguém indicou um estúdio do bairro e vocês não o encontrram na internet, façam uma visita.

Por outro lado, tomem cuidado com fotógrafos que não sejam especializados em casamento. Este tipo de evento exige que o profissional seja ágil, conheça a dinâmica do evento e fotografe bem atos espontâneos. Um fotógrafo que arrase num editorial, pode ser um desastre no casamento. Simplesmente porque no casório ele não poderá controlar a luz, ter tempo para testar lentes, pedir para os noivos pararem, repetirem. Analisem sempre as fotos tiradas em casamentos.

Orçamento
Definam também um orçamento para este item. Se vocês iniciarem sua procura pelos fotógrafos mais conhecidos do Rio no estilo fotojornalismo, encontrarão preços entre R$ 4 mil e R$ 10 mil. Assustaram? Calma. É que na fotografia também vale a lei da oferta e da procura. Quanto mais badalado, mais caro. Mas a cidade (e a vizinha Niterói, um celeiro de talentos) possui muitas opções e certamente haverá uma cada bolso.

Além do nome no mercado, influenciam no preço o tamanho do pacote. Tá achando que o fotógrafo vai lá, faz uns cliques e acabou o trabalho? Na na ni na não. Normalmente trabalha-se com uma equipe de dois fotógrafos, com equipamento de última geração e todas as fotos são posteriormente tratadas e entregues em um CD aos noivos. Só depois de escolhidas as fotos neste CD é que o álbum será diagramado. Um casamento rende, em média, 800 fotos (Update: Acho que é bem mais que isso. Segundo a Lanna, o dela rendeu mais de 3 mil fotos!) Já viu o trabalhão né?

Por isso, quando receberem os orçamentos peçam que especifiquem o que está incluído: quantos fotógrafos, se há limites para cliques ou número de horas de trabalho; se haverá fotografia do making of da noiva e do noivo ou apenas cerimônia e festa; como e em que prazo o trabalho será entregue.

Uma dica para quem quer investir num bom fotógrafo, mas está com orçamento apertado é escolher um pacote sem álbum. Vocês receberão as fotos em alta resolução e tratadas em um CD e podem deixar para fazer o álbum após terminarem de pagar as contas da festa (Update com dica da Wal: perguntem quantas fotos serão entregues tratadas. Alguns fotógrafos têm um número limite para esse item).

Outra coisa é quanto ao equipamento. Se você vai a um fotógrafo conhecido, não precisa se preocupar em perguntar qual a câmera usada, se ele levará extras etc, pois certamente o fará. Já se vai apostar em uma nova descoberta, sem referências, pergunte sobre isso.

Visita
Use a primeira impressão com o trabalho na internet apenas como guia. Uma visita é imprescindível para se decidir o fotógrafo. Além de checaren se seu astral "bateu" com uma pessoa que fixará grudado em vocês o dia todo, vocês poderão ver o local de trabalho do profissional, avalaindo se ele é organizado ou não e também pegar seu trabalho em mãos. Afinal, vocês não estão procurando fotos soltas para colocar num blog e sim fotos que consigam, em conjunto, contar a história do seu dia. Vocês precisarão checar como o profissional faz isso, através do álbum.

Neste quesito, você deve prestar atenção à diagramação. É bem feita? Você gosta? O profissional está aberto a sugestões para diagramar seu material? Pergunte!

Também repare e pergunte sobre o material utilizado. Anote os nomes do papel, tamanho, número de páginas, tipo de couro ou outro material da capa, onde é feita a encadernação. Estes itens ajudarão numa eventual comparação por preço com outros profissionais. Às vezes um pode parecer mais barato que outro, mas o material utlizado é inferior.

No dia
Converse com o fotógrafo sobre como ele trabalha no dia do casamento. Vocês poderão passar previamente uma lista com nomes de pessoas com quem não querem esquecer de fazer fotos no dia ou ele não admite tal coisa? Informe o nome dos outros profissionais envolvidos na festa (especialmente cerimoniaslita e cinegrafista) e cheque se o relacionamento entre eles é bom. Imaginem só rivais querendo prejudicar o trabalho do outro no dia do seu casamento. Inaceitável!

Assine
Por último, confira se todos os itens que você checou e aprovou estão discriminados no contrato.

É isso. Daqui a pouco contamos como foi a nossa procura.

Fotos: Primeira, Patrícia Figueira em ação; Segunda, Jeizon Noivas.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A busca por um lugar para o casamento

Normalmente o local do casamento é o primeiro item que os casais procuram. Antes de sair por aí fazendo visitas, lembre-se de ter em mente para quantas pessoas, quando e como será seu casamento.

Alguns casais optam por fazer a cerimônia na igreja, outros no mesmo local da festa. Neste caso é preciso saber que não é possível celebrar o casamento pela Igreja Católica, que só aceita que o rito aconteça em um templo. Mas há a opção de receber a benção de um padre - quando o casamento for celebrado na igreja antes ou depois - ou ter a celebração de um pastor ou juiz de paz.

Na hora de escolher o local para o grande dia de vocês, o que mais vai pesar é o coração. Algum lugar vai conquistar vocês, mas alguns pontos podem orientar essa escolha tanto para igreja quanto para salão de festa:

Tempo - Marquem uma hora. Assim, vocês terão atenção total do responsável pelo local e também calma para checar tudo.

Papel - Anotem tudo. Especialmente se vocês irão visitar vários locais, deverão ter tudo anotado para poder comparar direitinho.

Assine - Também perguntem pela forma de pagamento, peçam para ver o contrato e chequem as condições em  caso de cancelamento. Isso evitará futuras dores de cabeça.

Localização - tente pensar onde está a maioria dos seus convidados ou um local onde todos cheguem facilmente. A distância entre igreja e casa de festa também deve ser confortável.

Preço - E, é claro, o local deve caber no orçamento de vocês.

Para definir a igreja, vocês devem se lembrar de:

Tamanho - Algumas igrejas do Centro da cidade acomodam até mil pessoas. Lembre-se que caso o número seja muito menor, a igreja poderá parecer vazia. Pesem se isso importa para vocês.

Horário - Muitas igrejas celebram mais de um casamento por dia. Para não correr o risco de ter sua cerimônia atrasada por causa da noiva anterior, fiquem atentos ao intervalo entre as cerimônias. Vocês também podem escolher o primeiro horário ou pagar por todos para ter exclusividade.

Celebrante - Se vocês têm preferência por algum padre, escolham sua paróquia de origem ou chequem se ele celebra em outros locais e se a igreja escolhida aceita um celebrante de fora.

Fornecedores - Algumas igrejas têm restrições a fornecedores. Cheque o que deverá ser contratado na lista de indicações dela - florista, iluminação, música.

Liberdade - Aqui no Rio a maioria das igrejas têm restrições quanto ao repertório musical. Se vocês sonham em entrar na igreja ao som de uma música específca, chequem se é permitido. É melhor para evitar decepções mais tarde.

Facilidades - A igreja tem estacionamento? E segurança?

Papéis - Informem-se sobre os papéis do casamento. A igreja poderá realizar o processo ou vocês devem dar entrada em outra paróquia? Peçam orientação sobre isso.

Pacote - Confiram o que está incluído no valor a ser pago à igreja. Horário de utilização - e horário dfisponível para montagem - celebrante, tapete vermelho, iluminação, uso de órgãos e outros equipamentos, taxa de atrasom, entre outros.

Já na hora da escolha à casa de festas, fiquem atentos a:

Perfil - Além do tamanho da festa, pensem em como desejam que seja a comemoração. Se vocês pretendem se casar à noite num estilo balada, uma casa com uma boa pista de dança terá vantagem; se pretendem se casar ao ar livre, um jardim será fundamental. Aquela pesquisa prévia e olhada nos sites ajudarão a definir concorrentes aqui.

Espaços - Se vocês pretendem se casar no local, verifique o espaço para a cerimônia. Chequem o tamanho da pista de dança e dos salões para saber se comportam com conforto seus convidados. Algumas casas também oferecem uma suíte para a noiva se aprontar.

Pacote - Pergunte e anote tudo o que a casa inclui no preço do aluguel. Alguns locais alugam apenas o espaço, sem móveis; outros exigem que você utilize buffet e outros serviços dele.

Isso será importante na hora de decidir se o local atende ou não à suas necessidades. Alguns itens a serem checados são a inclusão de móveis (Especifique quais estão inclusos. São obrigatórios?); buffet (É obrigatório?); estacionamento (Quantas vagas? Gratuitas? Há manobristas? E ponto de táxi fixo?); recepcionistas (Quantas?); gerador (Já pensou se falta luz bem na hora da sua festa? Confira se a casa possui um); duração do aluguel (Quantas horas estão inclusas? Qual o valor da hora extra?); horários (Quando a casa é entregue a você para montagem da festa e quando deve ser liberada?); segurança (Está incluído? Quantos seguranças?); equipamentos (A casa possui equipamento de som ou o DJ terá que providenciar? A refrigeração é boa? Há estrututura de iluminação? Há estrutura para bar? E os equipamentos da cozinha?).

Verifique - Verifique o estado de conservação dos móveis e do espaço. Repare na pintura e na condição do piso, na grama (se houver um jardim) e no estado do banheiro e cozinhas. Pergunte de quanto em quanto tempo há manutenção e/ou troca de móveis.

Fotos: 1ª e 3ª, Carlos Leandro. 2ª, desconhecido.
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