Esse post também poderia se chamar: O que a gente não faz por amor?
Comecei a contar ontem sobre as novas atividades do semestre. Para contar a primeira delas eu preciso, antes, contar que finalmente eu tinha encontrado outra atividade física da qual eu realmente gostei nessa vida. Pois é, só tinha curtido fazer dança, mas eu larguei na adolescência. Depois disso, e tem registro de algumas tentativas nos últimos anos aqui pelo blog, eu pulei de aula em aula em vão. Fiz musculação, pilates, esteira, corrida, caminhada, transport, jump, spinning, fitball, yoga e sei lá mais o quê. E nada me agradou. Ou agradou somente por poucas semanas.
Na última tentativa eu tinha me matriculado em uma academia aqui perto de casa. Rodei por todas as aulas, tinha decidido fazer fitball. Fiquei umas 3 semanas e já estava mais faltando do que indo quando decidi dar uma chance a uma das aulas extras da academia, o Muay Thai. E foi amor à primeira dor no corpo inteiro no dia seguinte. Tá, mentira, à dor não me apeguei não, mas à aula sim. Eu simplesmente amei porque a aula era bem puxada, mas também tinha uma parte de concentração e principalmente porque uma aula nunca é igual à outra.
Eu detesto repetições e detesto quando eu posso me desligar da aula. Sabe quando você tá presente ali e sua cabeça pensando em qualquer outra coisa do mundo exceto no exercício que você está fazendo? Normalmente eu consigo me desconcentrar em qualquer atividade. Mas não no Muay Thai. É muito puxado na parte de preparo físico e na parte de técnica exige bastante concentração. Amei. Me empolguei, fui às aulas, comprei luvas e já estava doida para dar uns socos no saco. Mas...
Já estava frequentando há uns 3 meses, direitinho, quando viajamos. No entanto, marido viu minha empolgação e estava morrendo de ciúmes, já que ele não podia ir comigo por ser no mesmo horário da pós dele. E aí ficava se lamentando e todo santo dia dizia que ia começar a fazer a sonhada aula de remo dele. E eu ouço essa história há vários anos, que desde pequeno ele quer fazer remo, que agora que mora na zona sul tinha que aproveitar por ter aula perto, mas que não ia sozinho, que não tinha horário, que não sei o quê e tome carinha de gatinho do Shrek.
Então, quando voltamos de viagem decidi, por muito (muito, muito mesmo) amor ao marido abandonar o Muay Thai para fazer remo com ele. Eu estava vendo que ele nunca ia entrar nessa aula, que ia arrumar desculpas para sempre e é óbvio que fica mais fácil (pros dois) fazer uma atividade em dupla. E lá fomos nós.
Nos matriculamos semana passada e já começamos a aprender a remar. Primeiro a gente fica numa espécie de tanque e só depois de umas 5 aulas é que vamos para o barquinho de verdade. Ainda estou no momento dói tudo no corpo, já que estava parada há umas 3 semanas. Mas, sim, parece ser bem legal e acho que também traz bons resultados pro corpo, especialmente perna e braços, mas também (o que muito me interessa) pra postura. E, claro, o visual lindo é um ótimo estímulo.
Pronto, essa á a história de como passei anos procurando alguma atividade que eu gostasse de fazer e quando finalmente achei larguei tudo por amor. Acho que mereço uma estrelinha dourada de boa namorada, hein?
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